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XI Encontro Nacional – Educação e sindicalismo na América Latina abrem primeiro dia de debate

“Os países da América Latina possuem características diversas e o movimento sindical acompanha suas singularidades”. Apresentando este cenário, o coordenador do escritório regional da Internacional de Educação da América Latina (IEAL), Combertty Rodríguez, falou sobre a organização sindical na Região, elencando algumas tendências comuns em todos os países, entre elas, o aumento das parcerias público-privadas que visam lucros particulares; as disputas por fundos públicos para beneficiar a educação privada; a não responsabilização do Estado de seu papel social; como ainda a tendência em culpar os docentes pelo fracasso da educação pública.

O dirigente ressaltou a importância do monitoramento constante deste cenário, e afirmou que observa-se ainda nestes países, a perda de direitos de todos os tipos, principalmente os de trabalho; acompanhadas de reformas trabalhistas regressivas; promoção da educação privada em detrimento da pública, além de campanhas antissindicalista. Para ele, o sindicalismo necessita renovar conceitos tanto de perspectivas, estratégias e ações para que se vá além dos campos do trabalho e atinja todo o nível social.

Já o Secretário de Relações Internacionais da Federación Nacional de Docentes Universitarios (CONADU), Carlos De Feo, teve sua fala direcionada à Educação Superior. “Hoje não estamos discutindo somente democracia, mas sim a aquisição de mais direitos”, se referindo ao acesso de jovens de classe pobres à Universidade.

Carlos De Feo também lembrou a importância da Universidade assumir o papel social que, utilizando sua autonomia, também se volte a compromissos políticos sociais, como exemplo direcionar sua pesquisa para além do desenvolvimento produtivo ou econômico, mas sim para o social. Disse ainda De Feo que a atuação do sindicato deve estar junto a outros segmentos sociais, mas não pode esquecer-se de que sua base e principio tem como foco os trabalhadores.

Encerrando a exposição sobre o tema, a Secretária de Relações internacionais da CNTE-Brasil e vice-presidente da Internacional da Educação para América Latina (IEAL), Fátima da Silva, lembrou que os países do continente sofreram longos períodos de ditadura e após a redemocratização vieram governos e políticas mais liberais, com avanços sociais, inclusive na área da educação.

Porém, no caso do nível superior, há uma dívida de atraso que está de ser paga, porém considera que houve avanços nos últimos 15 anos no que se refere a acesso e permanência. Reforçou a importância de se respeitar questões como gênero e crença, Exercendo o Estado seu papel laico e criticou a última Conferência da Unesco na área onde apontou o método coreano como modelo de sucesso na educação.

Coordenando a mesa, o presidente do PROIFES Eduardo Rolim disse ao plenário que entre os trabalhos conjuntos desenvolvidos pela Federação, Contee e CNTE está a análise sobre a privatização e comercialização da educação brasileira, ressaltando que  privatização não é somente a construção de escolas privadas, mas todo o redirecionamento dos investimentos públicos para atuação privada ou lucros privados, a exemplo do Financiamento Estudantil (FIES).

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Agência Proifes

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