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UNE reforça compromisso com frente ampla durante evento no ADUFG

“Existe uma tentativa cruel de perseguição contra os movimentos sociais, por isso é tão importante a participação de outros setores além dos sindicatos nessa luta, para assim formarmos uma frente ampla”, defendeu Bruna Brelaz, que é diretora de relações institucionais da União Nacional dos Estudantes (UNE), durante o I Seminário do Fórum Goiano contra as reformas da Previdência e Trabalhista. O encontro realizado nos dias 21 e 22 de fevereiro na sede do ADUFG-Sindicato teve como um dos temas centrais a formação de uma frente ampla de resistência, sobretudo na atual conjuntura político-econômica.

De acordo com Bruna, o assunto foi amplamente discutido também durante a 11ª edição da bienal da UNE e 15º Conselho Nacional de Entidades de Base (CONEB), que aconteceu no início do mês de fevereiro em Salvador, na Bahia. O evento é o maior encontro estudantil da América latina, e contou ainda com a presença da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG). “Foi o primeiro evento pós-eleição do Bolsonaro e tivemos um grande debate sobre esse cenário político. Existe uma premissa de que os estudantes não se mobilizam politicamente, e havia um receio muito grande de que a entrada de um governo opositor desmotivasse ainda mais a discussão. Isso não aconteceu. Conseguimos reunir mais de 15 mil estudantes, promovemos uma grande articulação e apresentamos propostas, essa é a nossa primeira resposta a qualquer tentativa de desmerecer a história da UNE”, disse.

Durante o seminário que aconteceu no auditório do Espaço Cultural de Lazer e Saúde, Bruna falou da importância de mobilizar pessoas que não são ligadas a nenhum movimento social para a luta contra a Reforma da Previdência e Trabalhista. Como exemplo, ela lembrou que atores da TV Globo se posicionaram durante o período de campanha eleitoral. “O nosso maior trunfo é que temos a população brasileira a nosso favor. É um desafio importante e que deve contar com a participação de todos, até mesmo de outros movimentos que não possuem a mesma frente que a nossa. Por mais que tenhamos diferenças de debates, nós também temos objetivos em comum, é hora de unir forças”, acrescentou Bruna.

Educação
Bruna aproveitou a oportunidade para falar da agenda do movimento estudantil para a Jornada de Lutas em Defesa da Educação. A diretora da UNE contou que as propostas debatidas na 11ª Bienal e 15º Coneb serão colocadas em prática a partir do próximo trimestre. Ela comenta que as diretrizes são a educação pública de qualidade, a não mercantilização da educação e o cumprimento do Plano Nacional de Educação, além de outras pautas específicas dos estudantes secundaristas e pós-graduandos. “Ele mesmo (Jair Bolsonaro) se combateu. A partir do momento que ele chama os estudantes de ‘ninho de rato’ ele mobiliza os estudantes brasileiros para se organizarem. Às vezes o estudante não é nem de esquerda e nem de direita, mas ele quer estudar, quer se formar, ele quer que o irmão tenha a oportunidade de estudar também, então ele vai para a luta”, criticou Bruna em alusão ao episódio em que Jair Bolsonaro depreciou os centros acadêmicos.

Fonte: Ascom ADUFG

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Agência Proifes

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