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UFG vai fechar ano com dívida de 20 milhões

A diretoria do ADUFG-Sindicato reuniu-se na tarde desta segunda-feira (28/8) com a reitoria da UFG para discutir os cortes de gastos do governo federal e como eles estão afetando o funcionamento da universidade. O reitor Orlando Amaral afirmou que a UFG só tem verba para se manter até setembro e que o ano será fechado com um saldo negativo de 20 milhões de reais.

O presidente do ADUFG-Sindicato, e vice-presidente do PROIFES-Federação, Flávio Alves da Silva, reafirmou na reunião que o sindicato tem se mobilizado para defender a UFG junto à própria universidade e com outras entidades, como Sint-Ifesgo, DCE, APG. “Além dos fóruns de discussão e das estratégias políticas com outras entidades, estamos organizando ações como debates sobre cortes no financiamento e pesquisa. Acreditamos que essa é uma discussão de toda a comunidade acadêmica e que ela deve estar envolvida e participar da defesa da UFG”, afirma Flávio.

De acordo com o reitor, o governo federal reduziu em 6,7% as verbas de custeio da universidade esse ano em relação a 2016. A redução na verba de capital foi ainda maior, de 45%, ficando na casa dos R$ 17 milhões. Em nenhum dos dois repasses o governo fez a reposição da inflação acumulada de 2016 para 2017.

Além da redução, o governo segura 15% da verba de custeio que a UFG tem direito para esse ano. O quadro da verba de capital é ainda mais dramático, com 40% ainda não repassada. Conforme indica o reitor, o Ministério da Educação (MEC) não sinalizou, até o momento, que vai pagar os 100% da verba de capital até o fim do ano.

A verba de custeio é aquela destinada ao pagamento de empresas terceirizadas que prestam serviços para a universidade e à aquisição de materiais diversos de manutenção (limpeza, papel, água, luz etc). A verba de capital é utilizada em investimentos infraestruturais (como construção e reformas de prédios e laboratórios).

Entre as necessidades de verba de capital que a UFG têm, destacam-se R$ 9 milhões a mais para finalizar a construção do prédio para os cursos da regional Aparecida de Goiânia, que custa 17 milhões de reais (verba total de capital destinado pelo MEC à UFG esse ano), e a reforma em prédios e na biblioteca da regional Jataí, que precisam de mais R$ 3 milhões para serem concluídas.

Terceirizadas

A UFG só tem condições de pagar os terceirizados até o mês de setembro. As empresas, no entanto, têm por obrigação contratual com a UFG honrar e observar os salários e direitos trabalhistas de seus funcionários mesmo sem receber repasses da instituição, pelo período de até três meses.

Portanto, a universidade só pagará as dívidas com as terceirizadas acumuladas em outubro, novembro e dezembro a partir do ano que vem. Atualmente, cerca de 65% do orçamento de custeio da UFG é utilizado no pagamento das empresas que cuidam da limpeza, segurança, transporte e alimentação nos Restaurantes Universitários.

2018

Segundo o reitor, o ano que vem será igualmente difícil para a UFG. O orçamento total repassado pelo MEC à universidade será exatamente igual ao desse ano, sem correção da inflação acumulada. Além disso, apenas 30% das verbas de capital serão repassados diretamente para as universidades. Os outros 70% ficarão retidos em um fundo do Ministério da Educação, e será repartido de acordo com as demandas solicitadas por cada universidade federal, após apresentar um plano de trabalho descrevendo como e para que será utilizado o dinheiro.

A universidade gera receita por meio da prestação de serviços à sociedade, como organização e elaboração de concursos públicos ou projetos em parcerias com instituições do setor produtivo. O dinheiro arrecadado, contudo, não é revertido para a universidade “A UFG arrecadou 25 milhões de reais no ano passado, acima da nossa expectativa inicial de R$ 20 milhões. Essa receita não fica com a gente, é destinada para a conta tesouro da União e depois não nos é repassada”, explica o reitor.

Em defesa da UFG

Dentre as ações previstas, a universidade, o Adufg e outras entidades irão organizar um ato conjunto em defesa da UFG. Flávio Alves da Silva enfatiza que o Adufg Sindicato, a UFG e demais instituições irão “articular com os parlamentares, deputados e senadores, para que defendam a nossa universidade, a UFG, que tem sofrido bastante com os cortes, assim como outras IFEs. Iremos contribuir ao máximo para pressionar o governo e lidar com as medidas que estão impactando o ensino superior público”.

Acesse AQUI o ofício entregue pelo Adufg ao reitor.

Fonte: ADUFG-Sindicato

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Agência Proifes

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