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UFG pode sofrer cortes de 18% no orçamento para 2017, diz reitor

Fonte : G1

O reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG), Orlando Afonso Valle do Amaral, afirmou nesta quarta-feira (17), que o Ministério da Educação (MEC) prevê um corte de 18% no orçamento para os custeios de manutenção da instituição de ensino, em relação ao de 2016. Ele afirma que o corte pode comprometer algumas atividades da UFG, se o orçamento foi aprovado.

A assessoria de imprensa do MEC informou aoG1 por meio de nota que orçamento previsto para 2016 era de R$ 7,9 bilhões, no entanto, ainda no início do ano, ele sofreu um corte de 31% e, entre maio e junho, um aumento de 15%, sendo o valor real do orçamento total de R$ 6,7 bilhões.

Também conforme a assessoria, o orçamento previsto para 2017 é igual ao valor do orçamento real de 2016, que é de R$ 6,7 bilhões. O texto ressalta que “o orçamento de 2017 será real em sua integralidade. Ou seja, os valores aprovados e executados serão cumpridos em sua totalidade”.

Por telefone, a assessoria informou ainda que não há dados referentes ao custeio específico de cada universidade.

Amaral explicou que o orçamento específico para a manutenção da unidade de ensino em 2016 é de R$ 3,3 bilhões, mas a proposta orçamentária do governo enviada para a UFG prevê que, em 2017, o valor para esses gastos será de R$ 2,6 bilhões. Ainda conforme o reitor, está previsto também corte de 45% no orçamento que afeta os gastos com obras e equipamentos para a UFG.

“Um corte deste tamanho é muito drástico e pode afetar a universidade. Os serviços terceirizados, como despesas com vigilantes, limpeza, manutenção e motoristas terceirizados certamente serão reduzidos. Bolsas de monitoria e estágio, por exemplo, também podem sofrer reduções. O que a gente espera é que o Congresso Nacional reveja essa estimativa e eleve esse orçamento para as universidades”, explicou ao G1.

O orçamento, que faz parte do Planejamento da Lei Orçamentária Anual, ainda precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional.

Servidores
Os servidores técnico-administrativos da UFG, do Instituto Federal de Goiás (IFG) e do Instituto Federal Goiano (IF Goiano) também se manifestaram contrários aos cortes.

A coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior do Estado de Goiás (Sint-ifesgo), Fátima dos Reis, afirmou que a categoria quer que os cortes sejam revistos.

“Nossa pauta não é salarial. Vamos brigar pela existência do serviço público de qualidade. Queremos que no Brasil haja investimento na educação, em ciência e tecnologia, na saúde. Não queremos que sejam aprovados itens que afetem o serviço público de maneira geral”, disse ao G1.

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Agência Proifes

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