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Terceiro debate da etapa regional do XVI Encontro Nacional da PROIFES abordou os desafios da ciência e da tecnologia

Os desafios da ciência e da tecnologia nas instituições federais de ensino superior foram debatidos na noite desta quarta-feira (30/09), durante a etapa regional do XVI Encontro Nacional da Proifes-Federação. “É inevitável que, antes de falar qualquer coisa sobre o financiamento dessas atividades, precisamos analisar a situação política tão complicada que vivemos atualmente”, afirmou o professor Nelson Amaral, da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás (FE-UFG).

Durante a live, o docente criticou a falta de estabilidade da atual gestão do Governo Federal no Ministério da Educação. Também apresentou diversos dados que relatam o descaso do governo com o financiamento de atividades de educação, ciência e tecnologia desde 2016. “O próprio presidente Jair Bolsonaro disse, no ano passado, que é era preciso desconstruir muita coisa”, destacou.

Para o professor, as declarações deixam claras as intenções do Governo Federal em promover o desmonte da educação no Brasil, especialmente nas universidades federais. “Este governo é contra a Constituição porque odeia a autonomia universitária. A Constituição é incompatível com o projeto dessas pessoas que estão no poder hoje”, resumiu Nelson.

Amaral também lembrou do completo desconhecimento do Governo Federal sobre o funcionamento das universidades. Segundo ele, por causa dessa incompreensão, o governo exerce seu poder para reduzir cada vez mais os mecanismo de financiamento do ensino superior público.

A live foi mediada pelo diretor de Promoções Sociais, Culturais e Científicas do Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (Adufg-Sindicato), professor Daniel Christino. Para ele, a comunidade acadêmica não estava preparada para ver um governo autoritário dentro do sistema democrático. “Todo argumento científico tem sido respondido com força. É como tentar argumentar com um taco de beisebol”, disse.

Daniel, que é professor da Faculdade de Informação e Comunicação (FIC) da UFG, acrescentou que é importante reconhecer o papel da comunidade na propagação de valores do conhecimento e da igualdade no meio acadêmico. “A universidade, hoje, conta com canais de comunicação muito bons e devemos entender que defender a liberdade de expressão faz parte da universidade”.

Fonte: Ascom ADUFG-Sindicato

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Agência Proifes

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