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SINDIEDUTEC: Prevenção e posvenção ao suicídio: o auto cuidado enquanto comunidade

Não existe maneira fácil de falar sobre suicídio. No mundo, cerca de 800 mil pessoas morrem por suicídio anualmente. O Brasil ocupa o 8º lugar no ranking de países que lideram esses números. Entre os jovens brasileiros, o suicídio alçou nos últimos anos o 2º lugar de mortalidade e já mata mais que todas as mortes por homicídio (incluindo violência urbana, guerras e acidentes de trânsito), superando também o número de mortes por HIV e AIDS. Os dados vêm do 24º Boletim Epidemiológico da Secretaria de Vigilância em Saúde, integrante do Ministério da Saúde. O Documento foi emitido em 2019 e dá conta de números coletados entre 2011 e 2018.

Segundo dados da OMS e do boletim do Ministério da Saúde, no entanto, o suicídio e os quadros depressivos não estão necessariamente interligados. Segundo os dois órgãos, o que falta é diálogo e acesso à informação de qualidade e responsável. De fato, de acordo com o registro do documento ministerial, o tema gera um estigma muito forte que impede que seja discutido e socialmente compreendido como um problema da saúde pública. Conforme a OMS, o suicídio é uma tragédia evitável desde que se propaguem informações e escuta de qualidade.

 

 

A servidora Aneliana Prado atua no campus IFPR Curitiba e é integrante do coletivo de psicólogos do IFPR. Segundo ela, o momento atual exige muito da saúde mental e é importante apontar que a fragilidade das emoções pode agravar os quadros de ansiedade, promover alterações no sono e dificuldade de concentração, e aumentar os sentimentos de solidão e medo. “Situações comuns em contextos de estresse prolongado podem ter impacto maior do que teria em outros momentos da vida”, ressalta.

 

Para ela, outro aspecto que tem grande importância para o cuidado da saúde mental e que entra em consonância com os órgãos de saúde acima citados, é evitar o bombardeio de informações e procurar meios de comunicação confiáveis. A abordagem responsável do tema contribui para um diálogo saudável sobre esta e outras violências autoprovocadas, comuns na adolescência e, de acordo com o Boletim do Ministério da Saúde, mais frequentes nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná. “É importante que este assunto seja abordado em todos os meios, principalmente em instituições de educação, tendo em vista que a faixa etária mais atingida é a maior frequentadora destes espaços. É um tema complexo e que envolve muitos fatores, por isso merece atenção para que a prevenção ocorra multidimensionalmente, mas isso deve ser feito com responsabilidade e embasamento técnico-científico”, declara a psicóloga, que é autora de uma cartilha sobre prevenção do suicídio em ambiente escolar (Acesse aqui a cartilha “Vamos falar sobre suicídio? A prevenção no ambiente escolar”).

 

Fonte: Instituto Vita Alere

Além disso, quando um suicídio acontece, é necessário cuidar também da comunidade enlutada. O Insituto Vita Alere atua na prevenção e na posvenção do suicídio. Segundo dados publicados por eles, cerca de 135 pessoas são afetadas por um suicídio de diversas maneiras, seja pelo questionamento do porquê, seja pelo sentimento de culpa, seja pela expansão do risco de suicídio a outros.

O luto é uma resposta normal e esperada diante de uma perda significativa, e precisa ser respeitado nas suas peculiaridades, porém com atenção. De acordo com a cartilha acima citada, o cuidado neste momento de luto pode aliviar e prevenir o aparecimento de reações adversas. A escuta empática, o acolhimento e a presença são indicados como os principais meios de apoio a quem ficou. O pedido de ajuda e o reconhecimento do luto são, por sua vez, compreendidos como essenciais aos mais afetados. (Acesse a cartilha aqui).

Se você está vivendo um momento muito difícil e se identificou com alguma parte deste texto, converse agora com um profissional do CVV (Centro de Valorização da Vida) através do telefone 188 (ligação gratuita a partir de qualquer linha telefônica fixa ou celular) ou via internet (chat, Skype ou email) através do site: https://www.cvv.org.br/ligue-188/ . Os profissionais desta ONG estão disponíveis 24 horas para ajudar e acolher.

Outras fontes de ajuda:

CAPS e Unidades Básicas de Saúde (saúde da família, postos e centros de saúde)

UPA 24h

Samu 192

Hospitais

Pronto-socorro

CVV – Centro de Valorização da Vida (apoio emocional e prevenção do suicídio)

Fonte: Ascom SINDIEDUTEC-Sindicato

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