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SINDIEDUTEC-PR – Vitória da Mobilização: Reitoria desiste da Minuta do Ponto Eletrônico

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SINDIEDUTEC-PR – Vitória da Mobilização: Reitoria desiste da Minuta do Ponto Eletrônico

A forte mobilização acontecida no dia 20 forçou a gestão a discutir não apenas as 30 Horas para TAEs, como também a recuar em sua imposição em relação ao Ponto Eletrônico. O resultado foi uma reunião com representantes técnicos, técnicas e docentes de todos os campi para discutir as relações de trabalho, que aconteceu na última sexta-feira, 23. Na reunião, a Minuta do Ponto Eletrônico foi rejeitada em favor de um processo de construção coletiva.

Segundo Otávio Bezerra Sampaio, Presidente do SINDIEDUTEC-Sindicato e membro do Coselho Deliberativo do PROIFES-Federação, ao longo da reunião ficou óbvio que a Minuta do Ponto Eletrônico naquele formato não teria como atender à realidade dos servidores e servidoras do Instituto Federal do Paraná (IFPR). “Discutimos o Ponto, mas desenvolvemos para uma questão mais ampla, de relações de trabalho. Por isso foi encaminhada a realização de um seminário que acontecerá em todos os campi, onde serão discutidas diversas questões do acompanhamento das relações do trabalho, entre elas o registro de frequência”.

Para a realização do seminário quatro novos servidores e servidoras integrarão a atual Comissão para Acompanhamento das Condições das Relações de Trabalho, composta originalmente de forma paritária entre SINDIEDUTEC e Gestão por Eliane Aparecida Mesquita, Alex de Oliveira Chaves, Alexandre Machado Fernandes, Elizabete dos Santos, Nilton Ferreira Brandão e Otávio Bezerra Sampaio. Além deles entram Samantha Junqueira Moreira, Jaci Poli, Carla Renata Garcia Xavier da Silva e Paulo Edson Piassa. O grupo de trabalho mantém a relação paritária entre TAEs e Docentes que marcou a mobilização.

Ganha-ganha

“Eu vi que todos saíram ganhando”, disse Marissoni do Rocio Hilgenberg, TAE da Pró-Reitoria de Ensino. “A mobilização de técnicos e docentes fez a Gestão recuar e ganhar com isso ao abrir espaço para o diálogo. O ato foi pedagógico para essa Gestão”, avalia a servidora, acrescentando que nos vários anos em que trabalha para o IFPR nunca viu uma articulação como essa acontecer. Claudia Dell’Agnolo Petry, docente de Assis Chateaubriand, teve uma impressão parecida.”Desde que estou no IFPR foi a primeira vez que vi uma reunião de trabalho tão boa e proveitosa. Posso ser um pouco inocente, mas creio que acrescentamos muito à instituição neste dia. Sem puxar para lado algum todos estávamos falando na mesma voz”.

“Minha avaliação é que a reunião foi boa”, considera Cézar Fonseca, Diretor de Assuntos da Carreira Técnico-Administrativo do SINDIEDUTEC, de Foz do Iguaçu. “Tivemos avanços no sentido de democratizar a discussão sobre a Minuta de controle de jornada e fomos além, provocando um debate acerca das condições e relações de trabalho dentro do IFPR, com todas as representações garantidas. Isto é fundamental para a qualidade de vida do servidor, refletindo no melhor atendimento ao nosso aluno e sociedade. Creio que o objetivo da reunião foi atendido, trazendo para o diálogo todos os interessados na matéria, com excelentes contribuições”.

Próximos passos

“Agora espero que a Portaria [oficializando a Comissão] seja publicada o mais rápido possível”, diz Samantha, TAE de Umuarama que integrará a Comissão para Acompanhamento das Condições das Relações de Trabalho. Ela acredita que em breve as discussões sobre como e quando acontecerá o Seminário sobre as relações de trabalho (ainda sem nome oficial) deverão ser iniciadas e socializadas para o público. O fluxo de comunicação é fundamental para Marissoni, que espera que eles, “a comissão, repassem as informações para todos, não apenas para esta questão. A socialização da informação no IFPR é urgente, muita coisa acontece de forma sorrateira”.

Otávio espera que esta mobilização, dos protestos do dia 20 à reunião subsequente, inicie um espaço de diálogo e de ampliação das discussões das relações de trabalho. “Pelo fato de o IFPR ser novo, muitas questões precisam ser discutidas e amadurecidas. Assédio moral; eleições; políticas para servidores (as), como a Portaria 17 e as 30 Horas; resolução de pesquisa e política de incentivo à Pós-Graduação, Mestrado e Doutorado, para TAEs. Tudo isso só é possível com a construção de um espaço de diálogo”.

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