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SINDIEDUTEC participa de Fórum das Resistências nesta semana

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SINDIEDUTEC participa de Fórum das Resistências nesta semana

Na manhã desta quarta (27) foi realizada a roda de conversa norteada pelo PROIFES Federação “Fome não éFake: Direitos Humanos negligenciados no pós-golpe”. A mesa foi formada por Sonia Ogiba (ADUFRGS),Maria Elizabeth Silva (APUB), Oswaldo Negrão (ADURN). O tema abordado foram os objetivos da democracia ea defesa de direitos fundamentais descritas na CF88. Também foi discutido o quanto o avanço da ideia de estado mínimo vai conflitando e desfinanciando programas sociais que cumprem com a promessa constitucional de garantia desses direitos.

 

Para Negrão, a defesa destes direitos é a defesa da Constituição, principalmente dos artigos 3 e 6 –são eles que versam sobre os objetivos do Estado Democrático e os direitos sociais a serem defendidos por todo cidadão brasileiro. Ainda de acordo com ele, o desfinanciamento de programas sociais confronta estes artigos. “É elementar e fundamental trazer o debate porque quando defendemos direitos sociais defendemos a Constituição. São elementos que atravessam o cotidiano da sociedade como um todo. São elementos do Estado Democrático de Direito”, explicou. Além disso salientou que, se estes princípios fundamentais fossem levados com maior seriedade, a EC 95 (teto de gastos) não teria avançado.

A roda de conversa seguiu dentro da égide dos direitos humanos em que as populações mais afetadas na negação destes direitos são as interseções mais vulnerabilizadas. Foi o que comentou Sonia Ogiba. “Temos uma herança cultural histórica aliada a um abuso institucional que abrangem vítimas e o perfil das vítimas coincide com as populações ja brutalizadas pela ordem social”, comentou.

Para Maria Elizabeth da Silva, os desmontes de políticas públicas de inclusão desembocam nas mulheres – mais ainda nas mulheres pretas e pardas. Ela acredita que um dos meios de começar a resolver essa situação é a defesa intransigente da inclusão por vias institucionais. “A violência da fome desemboca nas mulheres. Precisamos substituir a bíblia pela constituição para combater o obscurantismo. Andar com a Constituição embaixo do braço”, ressalta.

Foi unânime a posição dos integrantes da mesa de que é necessário ao movimento sindical reconhecer suas falhas e incluir estas e outras discussões em sua pauta. “O sindicalismo contemporâneo também precisa se preocupar com os fatores mais abrangentes da nossa sociedade. Nós que somos sindicatos da educação precisa construir universidades e institutos federais que permitam aos estudantes discutirem esses temas e os formem para a democracia”, declarou Ogiba.

Negrão enxerga na Educação o potencial transformador necessário para o enfrentamento do desmonte do Estado Democrático e também para a reconstrução da sociedade. “Precisamos falar sobre essa sociedade com estratégias que não nos diminuam. Enfrentar a violência com outras estratégias; enfrentar a brutalidade com amorosidade, reconhecendo nossas potencialidades e individualidades como sujeitos de direitos”, defendeu. Para ele, este é um dos meios de fortalecer a federação.

Para Silva, a discussão deste tema dentro do Fórum Social das Resistências levada pelo Proifes dá um novo norte para futuras construções. “Daqui sai uma nova proposta de um sindicato que reconheça as necessidades do coletivo sindical com suas especificidades”, concluiu.

Fonte: SINDIEDUTEC-Sindicato

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