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SINDIEDUTEC: Diretoria se reúne com base para tratar da portaria 983

Na última quinta (3) o SINDIEDUTEC realizou reunião com a base para discutir ações e providências acerca da portaria 983, emitida pelo MEC na terça passada (24) e que dita novas regras para a regulamentação do trabalho docente, principalmente no que diz respeito à carga horária. Além disso, fere a autonomia das IFES a trata-se de mais uma etapa do desmanche da Educação Pública.

Ao todo, estiveram presentes 51 pessoas na reunião, que foi realizada em meio virtual e contou com representantes de diversas regiões no Paraná, integrantes da diretoria estadual e também do PROIFES-Federação.

A presidenta do SINDIEDUTEC Rosangela Oliveira externou preocupação com o ataque às IFES por se tratar de um espaço público de grande amplitude e que pode ser apropriada pela iniciativa privada. Para ela, o momento é preocupante e exige unidade. “É preciso preservar essa potência que a Rede Federal tem nas pesquisas e nas extensões. Tem que ser uma ação articulada com outros IFs do Brasil e colégios de aplicação que também tem carreira EBTT. Não podemos perder a oportunidade de fazer uma educação relacionada ao cotidiano do aluno”, ressaltou.

Também presente na reunião, Almir Carvalho, que integra o corpo jurídico do sindicato, colocou que esta portaria tem muitas similaridades com outro decreto já emitido também por este governo que, além de impor os mesmos retrocessos, ainda traz consigo a implantação do ponto eletrônico: a portaria 17, de abril deste ano. Ele também comentou sobe o insistente ataque à Educação. “O ataque de artilharia bombardeia tantas coisas que temos que apagar o fogo pontualmente e não temos brechas. (esta portaria) Inclui mediação pedagógica, muda de forma drástica a hora do professor em sala de aula, inviabilizando a pesquisa e extensão, que é base dos IFES/EBTT. A Pesquisa e a extensão são os pontos fortes de um país desenvolvido”, declarou.

As sugestões propostas pelos participantes foram: Cobrar da reitoria um posicionamento a respeito da portaria 983, entrar com um mandato de segurança reivindicando isonomia de tratamento com relação ao magistério superior, solicitar negociação com o MEC. Além disso, ações de comunicação e alcance também devem ser discutidas nos próximos dias.

Perspectiva Nacional

Gilka Pimentel, diretora de comunicação do PROIFES acompanhou a reunião e relatou que a federação elaborou uma carta com os motivos pelos quais a portaria é nociva à Educação e, consequentemente, à população brasileira e que deve ser encaminhada aos parlamentares como forma de pressioná-los a rejeitar a proposta. Este documento ficará disponível para que todas e todos possam usá-lo e questionar o representante que escolheu e outros para que assumam a revogação da portaria. Ela ressaltou que é preciso que se vá além de linhas ideológicas para a defesa da Educação, por se tratar de um tema sensível a muitos integrantes do Congresso. “Chamamos parlamentares para participar de reuniões conosco. Temos parlamentares parceiros mas precisamos de fato ampliar”, disse.

Nilton Brandão, presidente do PROIFES e diretor financeiro do SINDIEDUTEC reforçou a importância de não se ater à ideologia ao escolher os parlamentares para pressionar. “A Professora Dorinha, relatora do novo FUNDEB é do DEM, por exemplo. Este é um tema que importa a muitas pessoas”, ressaltou.

Fonte: Ascom SINDIEDUTEC-Sindicato

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Agência Proifes

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