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Sindicatos federados ao PROIFES participam de atos contra desmonte da Previdência em todo o país

O desmonte da Previdência foi retirado da pauta de votações da Câmara no mesmo dia 19 de fevereiro em que milhares de manifestantes foram às ruas em cidades de todo o país. Os sindicatos federados ao PROIFES se fizeram presentes, reunindo professoras e professores às demais categorias de trabalhadoras e trabalhadores que realizaram atos espalhados em todas as regiões do Brasil.

Na capital potiguar, professores, estudantes, petroleiros, bancários, artistas locais, sindicalistas, comerciários, parlamentares, centrais sindicais, representantes de partidos e diversas frentes dos movimentos sociais se concentraram em frente ao prédio do INSS e seguiram em caminhada pelas ruas do centro de Natal até a praça da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Norte.

Com a marca da força, beleza e criatividade, os manifestantes expressaram em suas artes a insatisfação com as medidas do governo Temer que negam direitos e impõem crescentes cortes a conquistas de natureza patriótica, democrática e popular.

Presentes ao ato, os docentes da UFRN avaliaram que a tarefa mais importante para o momento é garantir que as mobilizações contra a reforma da Previdência também tenham com muita força a defesa da Democracia nas ruas.

“Estamos chamados a cumprir papel decisivo. O momento é de fortalecer a luta e ampliar a mobilização para que se possa barrar em definitivo mais uma medida que visa retirar direitos e conquistas dos trabalhadores”, afirmou o presidente do ADURN-Sindicato, Wellington Duarte.

No Rio Grande do Sul, a ADUFRGS-Sindical estava presente, bem cedo, no aeroporto internacional de Porto Alegre Salgado Filho. Cartazes e faixas com nomes e fotos de deputados gaúchos reforçavam o coro dos manifestantes. “Se votar, não volta”. O professor do IFRS campus Porto Alegre, Clúvio Soares Terceiro, participou do ato e pediu unidade neste momento decisivo na luta dos professores. “Precisamos estar juntos nesta batalha”. Clúvio pontuou que a intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro é uma cortina de fumaça para tirar o foco das pautas impopulares como a reforma da Previdência. “O atual governo tem promovido mudanças sistemáticas na Constituição, sem ter sido eleito. A CPI da Previdência já provou que a nossa Previdência não é deficitária. O problema é má gestão, sonegação e excesso de isenções”.

Do aeroporto, a manifestação continuou com uma concentração na rodoviária, para distribuir materiais que esclarecem a sociedade sobre os verdadeiros objetivos da reforma. A caminhada seguiu para a agência do INSS, no centro, onde o professor da faculdade de Educação da UFRGS, Leandro Raizer, disse que a proposta apresentada pelo atual governo não corresponde, em nada, com o que se espera para melhorar a vida da população brasileira. “Essa reforma vai nos tirar direitos históricos e tem um impacto cruel, sobretudo, sobre a população mais pobre. Englobar todo um país, um país heterogênio, nas mesmas regras, é algo absurdo, é muito injusto”, disse. Os professores, defendeu Leandro, “precisam continuar mobilizados, alertando a população, porque, depois, pode ser tarde demais. Cada vez menos pessoas se interessam pela profissão de docente. Essa reforma só vai piorar essa situação. E isso tem um impacto tremendo para o país, nas futuras gerações. Um país sem educação, sem ciência e tecnologia, numa economia globalizada como a de hoje, não tem nennuma chance de inserção internacional, nem de agregar riqueza”.

Na capital paranaense, o SINDIEDUTEC-Sindicato se juntou à APP Sindicato e outros sindicatos da base da CUT para um abraço simbólico ao prédio da Previdência Social e INSS, na Praça Santos Andrade, seguida de uma aula pública na Boca Maldita.

Depois de se concentrarem no Terminal Guadalupe, os manifestantes seguiram pela Rua João Negrão até o prédio da Previdência Social e INSS que foi abraçado com gritos de protesto contra o Governo de Michel Temer e o assalto à securidade social. Encaminharam-se, então, até a escadaria do prédio da UFPR na Praça Santos Andrade e, dali, até a Boca Maldita, onde aconteceu a aula pública.

Diversas lideranças sindicais tomaram a palavra para se manifestar durante a aula pública. Otávio Bezerra Sampaio, Presidente do SINDIEDUTEC, relembrou o enredo da Paraíso da Tuiuti que critica a escravidão moderna, agora representados pelas Reformas Trabalhista, já aprovada, e da Previdência, que ainda está por vir.

 

 

Em Goiânia (GO) erca de 200 manifestantes de vários sindicatos e movimentos sociais – incluindo CUT, MST, MTST, Sintego, Sindisaúde, Sint-Ifes/Go, Sindmpu/Go, Sintsep, entre outros – fecharam a Avenida Goiás, sentido Praça Cívica, em ato contra a reforma da previdência. O protesto ocorreu em frente ao prédio da Previdência Social, entre as ruas 2 e 3, no Centro. O Adufg Sindicato esteve presente, representado pelo diretor de Assuntos de Aposentadoria e Pensão, professor Abraão Garcia.

“Estamos presentes nesta manifestação para enterrar de uma vez por todas a reforma da previdência que vai trazer diversos problemas para o INSS e para os professores da universidade”, disse Garcia. Ele chamou atenção para a principal pauta do protesto, que é pressionar nossos representantes políticos: “Nós convocamos todos os professores a não reelegerem os deputados que votaram contra nós. Chamamos todos para esta luta que é de todo o povo brasileiro”, destaca o diretor.

Em breve discurso, o professor declarou que “a universidade está com o povo” e que os professores não podem “ficar encastelados atrás dos muros enquanto ameaçam nossos direitos”.

Além dos professores, os técnico-administrativos federais estavam representados pelo Sint-Ifes. “Neste ato estamos fazendo um alerta para os políticos de Goiás não votarem contra os trabalhadores nessas pautas”, declarou o técnico-administrativo Fernando Mota, “Vamos fazer com que a população goiana conheça quem votar contra os goianos para não reeleger ninguém. Fora Michel Temer e fora com toda essa pauta nefasta”.

Às 10h, os manifestantes seguiram em passeata pela Rua 2 até a Assembleia Legislativa com carro de som, placas e carregando bonecos de pano que representavam os políticos goianos.

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Agência Proifes

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