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Sindicatos federados ao PROIFES engrossaram manifestações na greve geral do dia 28

O dia 28 de abril deste ano ficará marcado na história brasileira como o dia em que mais de 40 milhões de brasileiros aderiram à greve geral, em um movimento contra as reformas Trabalhista e da Previdência, promovidas pelo governo Temer. Além da paralisação de milhões de trabalhadoras e trabalhadores, milhares saíram às ruas em todo o país, realizando manifestações, caminhadas e atos culturais durante a greve da última sexta-feira. Os sindicatos federados ao PROIFES participaram ativamente deste movimento, engrossando o número e as atividades de rua da maior greve da história recente do Brasil.

RS

No Rio Grande do Sul, professores da UFRGS, da UFCSPA, do IFRS e do IFSul participaram das manifestações de rua, no dia em que Porto Alegre e o Brasil pararam.

A concentração começou por volta de 10h em frente ao prédio da Faculdade de Educação da UFRGS, no Campus Centro. Depois, professores, estudantes e trabalhadores de outras categorias seguiram em caminhada até a Esquina Democrática, onde se encontraram com uma multidão.

No palanque, o presidente da ADUFRGS-Sindical, Paulo Machado Mors, falou sobre o “pacote de maldades” do governo Temer, que começou em 2016 com a aprovação do congelamento dos gastos públicos em 20 anos, seguiu com a Reforma do Ensino Médio, com a Reforma Trabalhista e agora com a Reforma da Previdência.

Para Mors tudo foi encomendado pelo grande capital externo, que quer lucrar ainda mais com as lacunas deixadas pelo enfraquecimento do Estado.

Após as falas de líderes sindicais e políticos, a multidão seguiu em caminhada pela Avenida Júlio de Castilhos, Túnel da Conceição, Rua Sarmento Leite, Avenida Perimetral e Largo Zumbi dos Palmares.

RN

No Rio Grande do Norte, em dia histórico, 100 mil protagonizam a greve no maior ato de rua da capital potiguar, e ecoaram disposição em barrar as reformas previdenciária, trabalhista e a terceirização. Movimentação de dimensão nunca vista tomou as ruas de Natal na sexta-feira,) numa demonstração de apoio da população e unidade do sindicalismo e dos movimentos sociais, Frente Brasil Popular e Frente Povo sem Medo, junto a setores significativos da Igreja Católica e outros segmentos.

Ao longo do percurso, que seguiu do cruzamento das avenidas Bernardo Vieira e Salgado Filho em caminhada pela Hermes da Fonseca em direção à Praça Pedro Velho (Praça Cívica), no bairro de Petrópolis, palavras de ordem, faixas, cartazes e artes reforçaram a necessidade de enfrentamento ao maior retrocesso social e de direitos trabalhistas e previdenciários que o governo Temer (PMDB) quer impor aos brasileiros.

Com a marca da diversificada expressão crítica do povo brasileiro, a manifestação de rua em Natal aconteceu depois de um dia de paralisações, marchas, piquetes, bloqueios de rodovias, carreata e ato político-cultural em todo o Estado do Rio Grande do Norte.

Avaliações

Presente ao ato, o presidente do ADURN-Sindicato, Wellington Duarte, fez uma avaliação positiva e afirmou que a movimentação deve pressionar o governo e o Congresso no debate sobre as reformas. “O povo brasileiro, com muita disposição e firmeza, deu um duro recado aos parlamentares”, disse.

Na avaliação dos presidentes da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Moacir Soares e Eliane Bandeira, respectivamente, a participação recorde da população no ato deste dia 28 evidenciam que os efeitos das reformas da Previdência e Trabalhista são clara e diretamente compreendidas pela população.

Para a senadora Fátima Bezerra (PT), as pessoas saíram às ruas porque “não aguentam mais os retrocessos do governo ilegítimo que está aí”. Ela afirmou que as reformas em discussão “têm o objetivo de destruir os direitos da classe trabalhadora”.

O professor do curso de Jornalismo da UFRN, Daniel Dantas Lemos, chamou a manifestação de “levante popular das massas contra aqueles que querem, na base da força, nos empurrar um conjunto de reformas que deixarão milhões de brasileiros sem aposentadoria e sem direitos trabalhistas”.

Ao longo da gigante onda vermelha que cobriu a cidade de Natal, a cena mais comum foi composta de acenos e manifestações de apoio por um número grande de pessoas que acompanharam a caminhada de seus locais de trabalho, apartamentos e automóveis.

Ato Político-Cultural na UFRN

O Dia Nacional de Paralisação, marcado para esta sexta-feira (28) em todo o Brasil, começou com a realização de várias atividades durante a manhã na Universidade Federal do Rio grande do Norte.

A paralisação na instituição teve ampla adesão da categoria docente e foi marcada por um ato político-cultural, promovido pelo ADURN-Sindicato, que reuniu cerca de 500 pessoas no estacionamento do Centro de Convivência da UFRN.

Ao som do cantor Isaque Galvão, professores, servidores, estudantes e sociedade civil organizada acompanharam o ato, que contou com intervenções políticas.

Dentro da programação, o presidente do Sindicato, Wellington Duarte, ressaltou a importância da participação da comunidade acadêmica e sociedade civil organizada numa demonstração inequívoca da contrariedade às reformas previdenciária e trabalhista.

A assessora jurídica do Sindicato, Andreia Munemassa, também fez uma intervenção e falou da decisão da Câmara dos Deputados, tomada à revelia dos protestos e tentativas de obstrução da matéria, que traz graves perdas a direitos duramente conquistados, limita o acesso à Justiça do Trabalho e enfraquece a representação sindical. Alertou, ainda, para as implicações da Reforma da Previdência.

Carreata

Mais cedo, a comunidade acadêmica saiu em carreata do NEI pelas ruas de Potilândia para denunciar as tentativas de retirada de direitos trabalhistas, desmonte do Estado Social e terceirização irrestrita, e seguiram para o ato político-cultural no Centro de Convivência da UFRN.

Caicó

Mobilizados em Caicó, região Seridó, professores, servidores e estudantes do CERES somaram-se ao ato chamado pela Frente Popular pela democracia e percorreram as principais ruas do município, a partir da Praça de Alimentação.

Com a participação de cerca de 3 mil pessoas, a manifestação contra as reformas da previdência e trabalhista e a terceirização concentrou as falas na crítica aos deputados que apoiam as propostas do governo Temer, especialmente Rogério Marinho, relator da Reforma Trabalhista.

GO

Professores da Universidade Federal de Goiás estiveram presentes aos atos que reuniram sindicatos e centrais de todo o Estado de Goiás, ligados tanto aos setores privado quanto público, na Greve Geral contra as reformas da previdência e trabalhista em Goiânia, Jataí e Catalão.

A concentração em Goiânia teve início na Assembleia Legislativa e seguiu rumo à Praça do Bandeirante e os manifestantes lotaram as ruas do centro de Goiânia. A organização foi do Fórum Goiano contra Reforma da Previdência e Trabalhista, que reúne 21 entidades sindicais, estudantis e movimentos sociais do campo e da cidade, incluindo a ADUFG-Sindicato.

O presidente da ADUFG-Sindicato, Flávio Alves da Silva, falou a todos os presentes no carro de som que guiou a passeata. “Nós, professores, somos contra a aprovação da Reforma da Previdência e lutamos para que ela seja imediatamente retirada do Congresso Nacional, assim como a Reforma Trabalhista”, afirmou.

União de forças

O Cepae também aderiu à Greve e o professor Elson Holanda participou das manifestações. “A participação dos professores da UFG e, particularmente, do sindicato, é importante para agregar força à luta dos outros trabalhadores, de outros setores. Todos que são contra a Reforma Previdência devem estar aqui”, defendeu.

O momento de crise e o prejuízo das propostas à vida dos brasileiros foram destacados pelo professor João de Deus, do IESA. “É um conjunto de propostas que vão contra tudo o que nós lutamos. As reformas da previdência e trabalhistas estão conectadas. É importante a união dos sindicatos para barrar essas propostas que tiram direitos dos trabalhadores brasileiros”, explica.

Confronto

Ao final da manifestação, quando diversos representantes de sindicatos e centrais já haviam se dispersado, ocorreram conflitos violentos. Segundo o Jornal O Popular, com informações do Samu, o embate foi entre um grupo de black blocs e a Polícia Militar do Estado de Goiás (acesse a notícia AQUI) . O estudante de Ciências Sociais da UFG, Mateus Ferreira da Silva, de 22 anos, foi agredido e está em internado em estado grave no Hugo (Hospital de Urgências de Goiânia).

TO

Em Palmas, capital do Tocantins, professores e professoras do Sind-Proifes participaram das manifestações.

E em São Paulo, professores da Adifesp e Sind-Proifes também mobilizaram.

MA

No Maranhão, professores do SINDUFMA, e seu presidente, Italo Santirocchi, realizaram manifestação com mais de mil pessoas nas ruas da cidade de Pinheiro, a 300 quilômetros da capital maranhense.

Com ADURFGS-Sindical, ADURN-Sindicato, ADUFG-Sindicato e SINDUFMA

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Agência Proifes

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