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Seminário da Andifes discute panorama da educação no mundo e inclusão com excelência

Durante a tarde desta quarta-feira (17), o seminário “Qual Universidade Servirá ao Brasil?”, promovido pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), debateu as características, qualidades e perspectivas da educação superior no mundo e os desafios da inclusão com excelência.

A primeira mesa do turno foi ministrada pelo economista e ex-coordenador do programa de ensino superior do Banco Mundial, Jamil Salmi. A apresentação do especialista internacional girou em torno da educação em diferentes regiões, com foco na América Latina.

Segundo o marroquino, o Brasil investe mais em pesquisa e tecnologia do que países vizinhos e bem menos do que os mais desenvolvidos.  O palestrante destacou quatro pontos de alerta na educação latino-americana: acesso e equidade, qualidade e relevância, incentivo à pesquisa e governança.

Sobre o modelo ideal de educação, o palestrante afirmou que “é preciso preparar os alunos para serem profissionais e cidadãos globais”. E acrescentou: “as aulas têm que atender às necessidades reais deles”.

Quando abordou a universidade do futuro, o estudioso apostou na palavra criatividade. Para ele, os estudantes devem ter espaço para inventar, experimentar, “pensar fora da caixa”, arriscar, cometer erros e se divertir.

Jamil Salmi já assessorou mais de 90 países em projetos de reforma de universidades públicas e privadas e é autor de diversos livros sobre tema.

Já a segunda mesa da tarde teve a participação dos reitores Maria Lúcia Cavalcanti (Universidade Federal do Mato Grosso), Roselane Neckel (Universidade Federal de Santa Catarina), Jesualdo Pereira Farias (Universidade Federal do Ceará), Natalino Salgado (Universidade Federal do Maranhão), Jaime Ramirez (Universidade Federal de Minas Gerais) e Raimunda Nonata (Universidade Federal do Oeste do Pará).

De modo geral, dentro do tema inclusão com excelência, os dirigentes abordaram a diversidade; a democratização do acesso ao ensino como principio norteador das políticas públicas; os programas do governo federal, como Programa Universidade para Todos (ProUni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies); a universidade como apenas um dos atores da construção do conhecimento; a expansão das IFES; o aumento de número de vagas como fator determinante para novo futuro do Brasil; e o papel das instituições em regiões afastadas.

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Agência Proifes

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