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Segunda plenária da etapa regional do Encontro Nacional da Proifes discute carreira, salários, condições de trabalho dos docentes e retomada das atividades de ensino

“O Governo Federal não dá abertura para negociações. O que a atual gestão quer é simplesmente aprovar a reforma administrativa”, afirmou o diretor de Assuntos Educacionais do Magistério Superior da Proifes-Federação, professor Geci José Pereira da Silva, nesta terça-feira (29/09), na segunda plenária virtual da etapa regional que antecede o XVI Encontro Nacional da Proifes. A live – que foi mediada pelo diretor administrativo do Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (Adufg-Sindicato), professor João Batista de Deus -, discutiu questões sobre carreira, salários, condições de trabalho dos docentes e a retomada das atividades de ensino.

Geci, que é docente do Instituto de Matemática e Estatística da Universidade Federal de Goiás (IME-UFG), colocou em pauta a discussão a Reestruturação e Expansão da Universidade (Reuni). Segundo ele, não é possível entender a carreira docente sem mergulhar na luta histórica a partir da década de 1980, quando os professores conquistaram a carreira unificada. “Nos últimos anos, conseguimos muitas vitórias para a categoria. O Proifes tem atuado para conseguir a harmonização da carreira docente a curto prazo. No entanto, falta mobilização interna de nós professores. Os docentes não estão acreditando que a reforma administrativa vai nos prejudicar. Essa proposta do governo veio para acabar com a isonomia entre os ativos, que também já foi afetada com a reforma da Previdência. Só vamos conseguir reagir quando os nossos colegas entenderem e se conscientizarem que estamos levando fortes ataques do atual goerno”, alertou o docente.

Professor do Instituto de Estudos Socioambientais (IESA-UFG), João de Deus complementou a análise de Geci lembrando que à época do governo de Fernando Henrique Cardoso havia uma precarização tanto do ensino, quanto da carreira docente. “Essa reforma administrativa que o governo atual está propondo me remete muito à gestão FHC. Naquela época, o professor ganhava muito mal e quem tinha condições de fazer qualquer trabalho extra por fora para complementar a renda, era sortudo. Com essa nova reforma, teremos novamente essa deficiência na Educação, inviabilidade nas pesquisas e extensão, talvez até futuramente a escassez de profissionais para atuarem nas universidades, em função do congelamento dos concursos públicos”, disse o diretor administrativo do Adufg-Sindicato.

Outro ponto criticado durante o debate por Geci é a falta de autonomia das universidades. O diretor da Proifes-Federação enfatizou que esse processo enfraquece o histórico de luta da categoria, que já havia conquistado espaço e capacidade de gestão própria em governos anteriores. “Nosso salário está congelado desde 2017, não houve nenhum reajuste inflacionário. E o professor ainda perdeu pelo menos 600 reais em função do aumento da alíquota da previdência. E agora que retomamos nossas atividades por meio do ensino remoto, ainda temos que pagar por uma estrutura melhor de Internet, por exemplo, porque talvez a que o professor tenha em casa para seu uso pessoal não seja adequada para a plataforma que deve ser utilizada.”

Para assistir ao debate completo, clique aqui.

Fonte: Ascom ADUFG-Sindicato

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Agência Proifes

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