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Reunião mediada pelo Adufg discute projeto que flexibiliza contratações de pessoal em novas universidades

O Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (Adufg-Sindicato) mediou na tarde de segunda-feira (08/03), reunião virtual entre dirigentes das novas universidades que podem ser contempladas pelo Projeto de Lei Complementar nº 266/2020 e o deputado federal José Nelto (Podemos-GO), que é relator da matéria. O projeto modifica a lei do Programa Federativo de Enfrentamento ao Coronavírus, excluindo a Empresa Brasileira de Serviços Hospitaleres (Ebserh) e as cinco universidades da regra que proíbe a admissão de servidores públicos até o fim de 2021.O texto já foi aprovado pelo Senado e está em análise da Câmara Federal.

Na ocasião, o presidente do Adufg-Sindicato, professor Flávio Alves da Silva, destacou que, por causa das restrições impostas pela lei, as universidades criadas em 2018 e 2019 não conseguiram implantar as estruturas administrativa e acadêmica suficientes para que possam funcionar completamente. “Neste momento de pandemia, é necessário oferecer melhores condições para que as universidades funcionem de forma adequada, inclusive no enfrentamento à crise provocada pelo coronavírus”, afirmou.

Caso seja aprovado, o projeto contemplará as seguintes instituições: Universidade Federal de Catalão (UFCAT), Universidade Federal de Jataí (UFJ), Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), Universidade Federal do Delta do Paraníba (UFDPar) e Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT). Hospitais universitários, como o Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás também poderão preencher quadros emergenciais causados pela pandemia.

O deputado federal José Nelto prometeu tentar levar o projeto para votação nos próximos dias. “É uma luta que começou no governo Temer para começar as novas universidades. Depois, lutamos para a criação do CNPJ. Foi uma luta difícil”, ressaltou.

Dificuldades
Na reunião, a reitora da UFCAT, professora Roselma Lucchese relatou que a situação das universidades é delicada. “Estamos aqui para conduzir as instituições da melhor forma possível, mas há uma grande sobrecarga nos nossos docentes e técnicos”, revelou.

O reitor da UFJ, professor Américo Nunes da Silveira Neto, por sua vez, destacou que o projeto tem sido amplamente discutido no Congresso. “Estivemos várias vezes com os parlamentares. A inclusão da Ebserh tornou o projeto ainda mais importante”, disse.

Para o presidente da Andifes e reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG), professor Edward Madureira, é impossível imaginar como as novas instituições conseguem funcionar sem a estrutura. “A situação é gravíssima. Não podemos permitir que isso continue”.

Também participaram da reunião os diretores do Adufg, Luís Antônio Serrão Contim (Assuntos Interinstitucionais); Ana Christina Kratz (Convênios e Assuntos Jurídicos) e João Batista de Deus (Administrativo). A Proifes-Federação, por sua vez, foi representada pelo presidente Nilton Brandão e pelo diretor de Assuntos Educacionais do Magistério Superir, Geci José Pereira da Silva.

Fonte: Ascom ADUFG-Sindicato

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Agência Proifes

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