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Proposta do Proifes para o PNE é apresentada à presidenta do Inep

O estudo “Educação universal e de qualidade – um projeto para o Brasil” elaborado pelo presidente do Proifes, Gil Vicente, e referendado pela entidade no seu VI Encontro, foi apresentado na tarde desta quarta-feira (02 de março de 2011) para a presidenta do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep/MEC), Malvina Tania Tuttman e para o diretor de estatísticas da educação básica do Instituto, Carlos Eduardo Moreno Sampaio.

O material traz um diagnóstico detalhado da educação brasileira em todos os níveis de ensino na última década. Além das desigualdades regionais na defasagem série-idade, avaliação dos investimentos e recursos necessários à consecução das metas e diretrizes em cada nível, o estudo ainda apresenta os desafios que o PNE vai encontrar para ser implementado.

Para Malvina, os dados são importantes, pois identificam quais ações estão funcionando e as desigualdades do sistema educacional nos estados brasileiros. “Essas informações são preciosas para se refletir sobre lacunas existentes e apontar caminhos. O Inep está aproximando parceiros atentos ao mesmo foco”, complementou.

Um dos pontos de atenção foi a meta da Educação de Jovens e Adultos. Apesar de ocorrer um salto de 3,4 para 4,7 milhões entre 2002 e 2008, a previsão do primeiro governo Lula era atingir 12 milhões até 2010. O diretor do Inep, Carlos Moreno, analisou que o dado está diretamente relacionado às poucas escolas que oferecem esse nível de educação, observando ainda que a proposta do PNE deveria considerar a necessidade de integração deste com os planos estaduais e municipais a serem desenhados.

Para Gil Vicente, não se pode tratar igualmente a educação em todo o país, porque a realidade em cada estado brasileiro é diferente. “O estudo serve para demonstrar que é um erro se o PNE desconsiderar as distintas situações locais. Há que considerar não apenas um cronograma de metas de aplicação de recursos, por nível de ensino, mas também diretrizes que prevejam a redução progressiva das desigualdades que hoje vigoram – por região, etnia, nível de renda e dicotomia cidade/campo, entre outras”, afirmou o presidente.

Também participaram da reunião os professores Paulo Haidamus, diretor do Proifes, Helder Passos, representante do Proifes no Fórum Nacional de Educação (FNE) e o professor João Augusto, da Universidade Federal da Bahia, estudioso da obra de Anísio Teixeira, além de Vilmar Locatelli, assessor do Proifes.

 

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Agência Proifes

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