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PROIFES, Funpresp e representações sindicais debatem a Previdência em Pernambuco

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PROIFES, Funpresp e representações sindicais debatem a Previdência em Pernambuco

Na manhã desta quarta-feira (8), segundo dia do Ciclo de Palestras sobre Reforma da Previdência, a Associação dos Docentes da Universidade Federal de Pernambuco (ADUFEPE) debateu o tema a partir da Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal (Funpresp). O evento contou com a participação do presidente do PROIFES-Federação, professor Eduardo Rolim (ADUFRGS-Sindical), além do  conselheiro da Funpresp, Andre Nunes, do professor Cícero Dias da UFPE, Eblin Farage do ANDES (Sindicato Nacional dos Docentes das Insituições de Ensino Superior).

“A Funpresp está dentro deste ciclo de palestras porque aproximadamente 1400 docentes ingressaram na UFPE após 2013 e boa parte deles aderiu ao fundo. Por isso, também temos orientado os professores nos departamentos e plenos” explicou o presidente da ADUFEPE, professor Augusto Barreto, que mediou o debate.

André Nunes apresentou as características do Funpresp, seus aspectos legais e as possíveis vantagens para o servidor que aderir ao regime de previdência complementar. Na mesma direção o professor Cícero Dias, do departamento de Ciências Contábeis e atuariais da UFPE, afirmou ser a contribuição paritária da união a principal vantagem do Fundo, apresentado como uma complementação de renda na aposentadoria programada.

Por outro lado, as representações sindicais presentes rebateram a metodologia do Funpresp, criticado pela comunidade docente desde sua criação em 2012, com a Lei 12.618 que instituiu o Regime de previdência Complementar para os servidores públicos federais fixando o limite das aposentadorias pelo teto do Regime Geral de Previdência Social (RGPS).

O presidente do PROIFES-Federação, professor Eduardo Rolim, apresentou a divisão dos docentes em quatro gerações, as mudanças do sistema previdenciário e suas principais diferenças, evidenciando as perdas sofridas para cada geração. “A 4ª geração é a dos docentes que ingressaram  na carreira após a criação da Funpresp (2013) e se esta geração quiser receber mais que o teto do RGPS, terá que contribuir para o fundo de pensão. Uma visível perda de direitos em relação às gerações anteriores”. Porém, Rolim avalia que o Funpresp é uma realidade e o sindicato precisa atender e orientar aos professores que aderiram a ele.

Já Eblin Farage, do Andes – SN, utilizou a história do próprio sindicato nacional para rebater ao Funpresp, afirmando ser papel do sindicato mostrar aos trabalhadores quais os seus direitos e lutar contra a retirada deles. “Os princípios que regem o Sindicato Nacional nos fazem ser hoje contrários aos Fundos de Pensão”. O Andes não orienta os docentes para adesão ao fundo.

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O Ciclo de Palestras sobre Reforma da Previdência começou no dia 7 em Caruaru e Vitória e continua nesta quinta-feira, 9, no auditório da ADUFEPE. Serão discutidos os Impactos da Reforma da previdência na Carreira Docente e os Aspectos Legais e Formais da Reforma da Previdência e a Reforma da Previdência na Câmara Federal.

Fonte: Ascom ADUFEPE e PROIFES

Fotos: ADUFEPE

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