Notice: A função add_theme_support( 'html5' ) foi chamada incorretamente. Você precisa passar um array de tipos. Leia como Depurar o WordPress para mais informações. (Esta mensagem foi adicionada na versão 3.6.1.) in /home/defaultwebsite/public/wp-includes/functions.php on line 5831 PROIFES-Federação realiza de 7 a 12 de março Semana Mulheres no Poder – PROIFES
Notícias PROIFES

PROIFES-Federação realiza de 7 a 12 de março Semana Mulheres no Poder

O PROIFES-Federação vai iniciar na semana do 8 de março (8M), Dia Internacional da Mulher, a Semana PROIFES Mulheres no Poder. De 7 a 12 de março o PROIFES irá divulgar materiais que celebram conquistas e avanços de mulheres em espaços de poder: Executivo, Legislativo e Sindical.

 

Neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, professoras, trabalhadoras e mulheres de todo o Brasil, e dos sindicatos federados ao PROIFES, realizam atos em diferentes regiões e cidades do país. A data remete à luta das mulheres de todo o globo por condições de igualdade, respeito e dignidade.

 

“Nunca foi tão fundamental que lembremos do 8M como um dia de luta e resistência, e como um ato principalmente político. Mais do que nosso direito, é um dever e uma obrigação marchar e ir para as ruas protestar contra este governo genocida. É o dia de apresentar nosso repúdio e discordância quanto aos desmandos e desgovernos com relação às mulheres”, ressaltou Rosângela Oliveira, diretora de direitos humanos do PROIFES-Federação.

 

8 de março pelo mundo

 

Se fosse possível fazer uma linha do tempo dos primeiros “dias das mulheres” que surgiram no mundo, ela acompanharia o movimento operário feminino explodindo após a Primeira Revolução Industrial, no final do século 18.

 

Na Inglaterra, berço do movimento fabril, em conjunto aos protestos organizados pelas mulheres da classe trabalhadora, já despontava desde o final do século XIX a primeira onda do movimento sufragista, que exigia equidade legal de ambos gêneros e direito ao voto.

 

No dia 26 de fevereiro de 1909, cerca de 15 mil mulheres marcharam nas ruas de Nova York por melhores condições de trabalho — na época, as jornadas chegavam a 16h por dia, seis dias por semana e, não raro, incluíam também os domingos. Nessa passeata teria sido celebrado pela primeira vez o “Dia Nacional da Mulher” estadunidense.

 

Em agosto de 1910, a alemã Clara Zetkin propôs, em reunião da Segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, em Moscou, a criação de uma jornada de manifestações.

 

“Não era uma questão de data específica. Ela fez declarações na Internacional Socialista com uma proposta para que houvesse um momento do movimento sindical e socialista dedicado à questão das mulheres”, explicou a socióloga Eva Blay, pioneira nos estudos sobre os direitos das mulheres e coordenadora da USP Mulheres, em entrevista à BBC Brasil. “A situação da mulher era muito diferente e pior que a dos homens nas questões trabalhistas daquela época”, acrescentou Blay.

 

A proposta de Zetki era de uma jornada anual de manifestações das mulheres pela igualdade de direitos, sem exatamente determinar uma data. Mas o primeiro dia oficial da mulher foi celebrado, então, em 19 de março de 1911.

 

Mas a data de 8 de março acabou prevalecendo como data do Dia Internacional das Mulheres graças à onda de protestos contra a fome e contra a Primeira Guerra Mundial que tomaram conta da Rússia em 1917, e que acabaria auxiliando na deflagração da Revolução Russa.

 

As russas soviéticas também tiveram um papel central no estabelecimento do 8 de março como data comemorativa e de lutas. Por “Pão e paz”, no dia 8 de março de 1917, no calendário ocidental, e 23 de fevereiro no calendário russo, mulheres tecelãs e mulheres familiares de soldados do exército tomaram as ruas de Petrogrado (hoje São Petersburgo). De fábrica em fábrica, elas convocaram o operariado russo contra a monarquia e pelo fim da participação da Rússia na I Guerra Mundial.

 

No Brasil

 

No Brasil, antes do surgimento de um movimento feminista organizado, há inúmeros exemplos de figuras históricas que lutaram contra o patriarcado. Dandara dos Palmares, Luísa Mahin, Maria Quitéria de Jesus, Anita Garibaldi, entre tantas outras.

 

A história do feminismo no Brasil pode ser dividida em “três ondas”, com estudiosas que já falam em uma quarta onda, marcada pelo ativismo online. Estas ondas do feminismo brasileiro são divididas pelas principais reivindicações de movimentos constituídos por mulheres em cada momento histórico, e conversam com as ondas do feminismo no mundo, mesmo que não acontecendo de forma necessariamente simultânea.

 

A primeira onda do feminismo tinha foco na igualdade de direitos no exercício da vida pública, marcada pela reivindicação ao direito do voto. A segunda onda trouxe questões mais ligadas à sexualidade e autonomia da mulher no contexto familiar. E a terceira trouxe maior diversidade ao movimento por meio do conceito de interseccionalidade entre gênero, raça e classe. Hoje há ênfase no ativismo digital como espaço de discussão de todas as culturas patriarcais do mundo.

 

No Brasil, a data também é marcada com protestos em todas as principais cidades do país, com reivindicações sobre igualdade salarial, de acesso aos espaços de poder, e contra as diferentes formas de violência contra a mulher, infelizmente ainda comuns na sociedade brasileira.

 

Em 1975, a Organização das Nações Unidas estabeleceu oficialmente a data de 8 de março como o Dia Internacional da Mulher, e desde então esta data é marcada em todo o globo como um dia de reconhecimento e de luta das mulheres por seus direitos.

 

Por Stéfane Miranda, para PROIFES-Federação

Tags: ,

Notícias Relacionadas

Agência Proifes

Menu