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PROIFES-Federação participa da abertura do XIX Consind da Contee em Brasília

O PROIFES-Federação, representado por seu presidente, Eduardo Rolim (ADUFRGS-Sindical) participou nesta sexta-feira, 29, em Brasília, da abertura do XIX Conselho Sindical (Consind) da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee). A mesa de abertura contou com a participação de dirigentes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) Todos os pronunciamentos destacaram a necessidade da união dos trabalhadores, democratas e setores progressistas para reverter a situação de perdas de direitos imposta ao país desde o golpe que colocou Michel Temer na Presidência da República.

Gilson Reis, coordenador-geral da Contee, abriu os trabalhos dizendo da “grande expectativa de fazermos um debate profícuo neste Consind. Pretendemos apresentar perspectivas de luta e sair deste encontro com mais força e determinação para construir a sociedade justa, desenvolvimentista, distributivista, solidária que ansiamos. Estamos construindo a unidade para enfrentar a concentração, nacional e internacional, do capital”.

Já Eduardo Rolim, em sua fala, lamentou que’ estejamos tendo que voltar a discutir questões como a democracia, a Lei da Mordaça, a privatização da educação. A reforma trabalhista nos remete aos anos de escravidão. A reforma da Previdência liquida com a possibilidade de o trabalhador um dia se aposentar. Vivemos uma desumanização da sociedade. As classes dominantes desqualificam a política, o movimento sindical, a solidariedade. Nosso desafio é mostrar o contrário. Temos que utilizar os meios de comunicação, chegar às pessoas para que elas conheçam, entendam e abracem nossa proposta de uma sociedade justa e solidária. No processo eleitoral do próximo ano, se houver eleições, e nele teremos que mobilizar a população para dar um novo rumo ao país”, destacou.

Para Antônio Lisboa, secretário de Relações Internacionais da CUT, neste momento é necessário clareza e unidade. “O ataque contra a democracia teve três pilares: apoio e planejamento dos Estados Unidos, contra política externa soberana que vinha sido adotada; interesses financeiros do grande capital internacional no patrimônio brasileiro; e o apoio da elite nacional, pobre do ponto de vista cultura, mesquinha e mentirosa.

O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo, denunciou que no mundo “cresce a ofensiva direitista e não está descartada da possibilidade de uma guerra. O desemprego cresce, no mundo e no Brasil. Em nosso país aumenta a exclusão social. Não vamos construir caminhos se ficarmos numa visão imediatista diante desta agenda extremamente regressiva. Temos que pensar e agir grande. Estamos vendo a sepultara das conquistas sociais, e nós não podemos nos dispersar”.

Rosileine Correa, secretária de Finanças da CNTE insistiu em que o momento “exige muita parceria. A situação do país deixa claro que existem dois lados, e estamos do lado dos trabalhadores. Esta semana tivemos o resultado da aprovação do ensino religioso nas escolas, um retrocesso para nós, que torna as escolas reféns das igrejas. A cada dia sofremos mais uma etapa do golpe. Os investimentos em educação estão sendo dramaticamente cortados – é o modelo de país que os golpistas estão nos impondo. A educação sofre um massacre. O espaço riquíssimo que temos para avançar e fortalecer a nossa luta é a Conape. Nada substitui o olho no olho com a população, como nossos alunos e seus pais”.

O presidente da Contee encerrou a mesa de abertura destacando que é preciso fortalecer as entidades nacionais. “Não serão os sindicatos isolados que conseguirão elevar o patamar de nossa luta. Fortalecer a Contee, a CNTE, o PROIFES, a CUT, a CTB é uma necessidade, é estratégico para obtermos a unidade necessária para o enfrentamento que a conjuntura exige”, concluiu.

Com informações Ascom Contee

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Agência Proifes

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