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PROIFES-Federação expressa solidariedade a todos os trabalhadores em seu dia

O Dia 1º de maio marca a lembrança das lutas dos trabalhadores de todo o mundo na defesa de seus direitos e na conquista por um trabalho digno, desde o século XIX. Nos dias de hoje, cada vez mais se faz necessária a união dos trabalhadores do setor público e da iniciativa privada contra os avanços dos patrões e dos governos sobre os direitos conquistados a duras penas.

Em primeiro lugar, queremos expressar nossa mais profunda solidariedade aos professores estaduais do Paraná, representados pela APP e pela CNTE. É totalmente inaceitável a forma brutal e violenta que o governo de Beto Richa age em relação aos movimentos sociais. O ataque da polícia militar do Paraná aos professores, na frente da Assembleia Legislativa em Curitiba, é um ataque a todos nós professores de todas as esferas e de todo o país.

Não aceitaremos mais que os movimentos sociais, em seus protestos legítimos, no caso contra a destruição do Plano de Previdência dos servidores, sejam tratados como caso de Polícia. O mesmo aconteceu em Brasília, no dia 15 de abril, quando o Presidente da Câmara Federal Eduardo Cunha quis impedir à força a entrada dos trabalhadores que protestavam contra a terceirização expressa no PL 4330. O Parlamento é a casa do povo, e os deputados e senadores têm que aceitar a pressão legítima da população e respeitar a vontade desta, e não atentar contra os direitos sociais dos trabalhadores, garantidos nas leis e na Constituição.

Neste 1º de maio se reforça a ideia de que é preciso reforçar a mobilização e a luta unitária da Classe Trabalhadora.

Vamos lutar muito para derrotar o PL4330 buscando sua rejeição no Senado, e queremos que a terceirização seja cada vez menos a realidade do trabalho no Brasil, na medida em que só tem trazido precarização e não contribui em nada para o aprimoramento do serviço público.

Queremos igualmente que as MPs 664 e 665 que muito prejudicam os mais jovens e os mais pobres sejam também rejeitadas no parlamento, pois entendemos que erra o Governo Dilma ao apresentar aos trabalhadores a conta do ajuste fiscal, e não aceitaremos isso.

Também lutaremos para a valorização dos nossos salários nas negociações que se iniciam nos próximos dias, e esperamos que sejam vitoriosas e demonstrem que o caminho do diálogo é mais adequado nas modernas relações entre o governo e os servidores. Mas estarmos mobilizados e dispostos a todas as ações que se fizerem necessárias na defesa dos interesses dos professores.

Nossa mensagem então neste Dia Mundial dos Trabalhadores é de união, de mobilização e de ação em defesa dos direitos da Classe Trabalhadora.

Brasília, 30 de abril de 2015

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Agência Proifes

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