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PROIFES analisa proposta da BNCC

Há incongruências e falta de articulação entre as propostas de cada etapa, áreas de conhecimento e componentes curriculares. Esta é uma das análises feitas pelo PROIFES-Federação sobre a proposta para a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) sendo atualmente discutida em todo o Brasil a partir de uma consulta pública chamada pelo Ministério da Educação (MEC).

O Grupo de Trabalho de Educação do PROIFES formado por professores dos diferentes níveis de ensino e de todas as regiões do país, se debruçou sobre o documento elaborado inicialmente por 116 especialistas por determinação do MEC. O GT-Educação analisou três aspectos da proposta: epistemológicos, da metodologia da elaboração, e o campo político, sendo feitas considerações sobre cada um.

Ainda que a Federação atue diretamente no ensino federal, especialmente no nível superior, julga importante participar dos debates sobre a educação em todos os níveis de ensino. “A educação é sistêmica e deve ser observada da creche ao nível superior. A formação deve ser de excelência desde a sua base, e por isto o PROIFES está atento a todas as questões que dizem respeito à educação. Inclusive, promovemos grande debate em relação ao Custo Aluno Qualidade (CAQ), durante a tramitação do Plano Nacional de Educação (PNE), que temos acompanhado de perto, a partir de nossa atuação no Fórum Nacional de Educação (FNE)” afirmou o presidente da Federação, Eduardo Rolim de Oliveira, durante a reunião do Conselho Deliberativo da entidade que aprovou o documento que será enviado ao MEC.

Para o coordenador do GT-Educação do PROIFES, professor Gil Vicente Reis de Figueiredo, a BNCC pode vir a ser importante ferramenta para qualificar a educação e a democratização do acesso ao conhecimento. Contudo, reforça que a implantação da BNCC requer maior ênfase nas questões de gênero, étnico-raciais, entre outras, para abarcar as diversidades culturais nos mais diversos contextos escolares do país. “É necessário que este documento balizador esteja atento à pluralidade cultural em que as crianças estão inseridas. Há um contexto social que deve ser considerado e interfere diretamente no processo de aprendizagem”, concluiu.

Prevista na Constituição, e uma das metas do Plano Nacional de Educação (PNE), a proposta que até o momento recebeu 10.2 milhões de sugestões, segue em consulta até o próximo dia 15 de março e já está passando por revisão de equipe técnica. Posteriormente será submetida ao Fórum Nacional de Educação, instância de representação da sociedade civil e política – da qual o PROIFES-Federação participa, como única entidade representativa dos professores federais – e por fim ao Conselho Nacional de Educação.

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Agência Proifes

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