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Professores latino-americanos dizem sim à paz na Colômbia

O vice-presidente e diretor de Comunicação do PROIFES-Federação, Flávio Silva (Adufg Sindicato), marcou presença em reunião em prol do processo de paz entre o governo colombiano e a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Promovido pela Federação Colombiana de Trabalhadores da Educação (Fecode), filiada à Internacional de Educação (IE), o evento foi realizado nesta segunda-feira (5), em Bogotá, e contou com a participação de 500 professores e 50 delegados de diferentes países da América Latina.  Veja fotos aqui.

O encontro começou com palavras de agradecimento e de boas-vindas do secretário-geral da Fecode, Rafael Cuello, que recordou que os sindicatos de professores têm sido muito fortes neste processo de conflito e enviou uma clara mensagem ao auditório: é preciso acabar com esta guerra.

O presidente da Fecode e membro do executivo mundial da IE, Luis Grubert, disse que o número de professores que morreram durante a guerra torna-se um mandato para que os professores apoiem o processo de paz: “Por isso a educação internacional está aqui dizendo aos professores do mundo: temos de apoiar o outro, porque a guerra na Colômbia deve acabar”, disse Grubert.

O Secretário Geral da IE em todo o mundo, Fred van Leeuwen, expressou simpatia pela sociedade colombiana e acredita que este povo merece viver em paz, como a América Latina e no resto do mundo merecem a paz. “A guerra na Colômbia é um dos conflitos mais antigos do mundo e chegou a hora de acabar”, afirmou.

“A Internacional de Educação apoia fortemente este processo e congratula suas afiliadas na Colômbia, Fecode e ASPU, por serem agentes de mudança neste processo de paz. A estrada tem sido longa e sociedade colombiana tem provado ser um exemplo na saída de um conflito que muitos pensavam insolúvel. No entanto, enquanto a linha de chegada está apenas a poucos passos, é o conjunto da sociedade colombiana que agora deve passar”, pontua Leeuwen.

O presidente da Comissão da IE Regional, Hugo Yasky, lembrou como historicamente os sindicatos de professores na América Latina têm ajudado os professores colombianos a escaparem do perigo de morte e “lamentou a morte de muitos outros durante o tempo da guerra que já custou vidas inocentes”.

Em discurso, o professor Flávio Silva afirmou que o PROIFES se solidariza e apoia integralmente o processo de paz. Disse também que é fundamental que o mundo olhe para o Brasil e para outros países da América Latina, pois diversos países sofrem uma séria instabilidade política e, que no caso do Brasil, a situação é mais grave ainda, pois sofreu recentemente um golpe político, sendo que a presidenta Dilma Rousseff foi “impeachmada” em um processo puramente político, desrespeitando a constituição brasileira.

A delegação Internacional da Educação para a América Latina consiste de representantes dos CTERA e CONADU (Argentina), CNTE e PROIFES (Brasil), ANDE e SEC (Costa Rica), CPC (Chile), Andes 21 de junho (El Salvador), COLPROSUMAH (Honduras), SNTE (México), ADP e ANPROTED (República Dominicana), FUMTEP e FENAPES (Uruguai). Participaram também representantes do NEA e AFT, filiada à Educação Internacional dos Estados Unidos.

Durante as manifestações de apoio de atividade que foram lidos com o processo de paz enviado no mundo inteiro.

No fim do dia, o grupo foi recebido pelo presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, para oficializar o pedido.

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Agência Proifes

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