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Professores Federais da Paraíba discutem nova representação sindical com o PROIFES-Federação

Com o objetivo de oferecer aos professores da Universidade Federal da Paraíba uma nova opção de representação sindical, mais plural, democrática, que respeite a diversidade das organizações em cada instituição e esteja próxima da base, o PROIFES-Federação reuniu-se com os docentes dos campi da UFPB de João Pessoa e de Bananeiras na manhã desta quarta, 10 de junho.
O encontro contou com a presença do diretor de Política Sindical do PROIFES-Federação, Valdemir Alves Júnior, da diretora de Assuntos Educacionais do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico da Federação, Gilka Pimentel, e do assessor jurídico, Rodrigo Guedes Casali, e se desenvolveu em torno da estrutura organizativa da Federação, dos princípios da autonomia e do seu papel nas negociações de salário e carreira com o governo.
A reorganização do movimento docente das federais em bases federativas, segundo o professor Valdemir Alves, vem aumentando a capacidade interlocutória das entidades e firmando sua identidade sindical. “Essa nova estrutura de representação sindical prevê a completa autonomia dos sindicatos”, avaliou.
O dirigente explicou que o direito dos professores das Instituições Federais de Ensino Superior de se organizar autonomamente em entidades locais, de base municipal, intermunicipal ou estadual é inquestionável, e está amparado na Constituição Federal, na CLT e na Portaria 326 que disciplina a formação e desmembramento de sindicatos no Brasil. “Todos os colegas docentes têm o direito de tomar o posicionamento político que lhe for mais conveniente”, ressaltou Valdemir Alves Júnior.
Ao historiar o processo de formação do novo Movimento Docente, o dirigente enfatizou que esta foi uma reação legítima dos professores, que têm buscado novas alternativas de organização, como os sindicatos locais e o PROIFES-Federação, na busca de canais de negociação efetiva de seus interesses.
À luz da conjuntura política e econômica do país, o professor apresentou, ainda, a proposta de campanha do PROIFES-Federação para o próximo triênio, 2016-2018. Para Valdemir, a etapa de negociação, iniciada no dia 6 de maio, é imprescindível para dar sequência aos ganhos da reestruturação da carreira e dos salários, iniciados em 2007 e consolidados com o termo de acordo assinado pelo PROIFES-Federação e criação da Lei 12.772, em 2012, e conquistar o equilíbrio entre os vencimentos do conjunto dos professores.
Em uma conjuntura política e econômica desfavorável, caracterizada por incertezas, instabilidade e enorme insegurança para a grande maioria dos trabalhadores, os docentes federais terão colocada sua capacidade de luta e negociação à prova e precisarão de uma entidade que seja interlocutora crítica, combativa e dinâmica, defendendo, por meio da apresentação e do debate de propostas concretas, os interesses efetivos da categoria.
Ao apresentar as visões e perspectivas diferenciadas quanto às estratégias e ações políticas que, há anos, acompanham o Movimento Docente das Instituições Federais de Ensino Superior, Valdemir ofereceu aos presentes a oportunidade de avaliar a possibilidade de fundação, em âmbito estadual, um Sindicato autônomo e independente.
Ao final, os professores presentes apresentaram suas dúvidas, receberam esclarecimentos e realizaram novas filiações ao SIND-PROIFES, que pertence à estrutura de representação de classe para as carreiras do Magistério Superior e do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico do PROIFES FEDERAÇÃO.

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Agência Proifes

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