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Professores da UFG recebem esclarecimentos sobre carreira e aposentadoria

Fonte: Ascom – ADUFG

A convite da Adufg Sindicato, o presidente do PROIFES-Federação (Federação dos Sindicatos das Instituições Federais de Ensino Superior), Eduardo Rolim de Oliveira, ministrou a palestra “Perspectivas da carreira docente na Universidade: o jovem professor e a previdência” na tarde desta quarta-feira, 24, no Auditório da Biblioteca Central da UFG. Os professores presentes puderam acompanhar uma ampla apresentação sobre a carreira docente atual com enfoque na legislação, desenvolvimento, regimes de trabalho, evolução nos últimos oito anos e avaliação dos resultados do último acordo assinado com o Governo Federal.

Eduardo Rolim alertou para o prazo de pouco mais de seis meses para negociação da proposta de carreira 2016/2018 com o Governo que começará logo após o período eleitoral. “O PROIFES apresentará a proposta na tentativa de valorizar os docentes antigos e os novos com RT/VB constantes, steps constantes entre regimes de trabalho e piso para professor 20h graduado”. Acesse aqui a proposta completa!

Previdência

Além disso, o presidente do PROIFES e também professor do Instituto de Química da UFRGS, abordou em sua palestra os regimes de aposentadoria do servidor público e a Fundação de Previdência do Servidor Público Federal (Funpresp). Rolim alertou para a realidade dos professores que ingressaram no serviço público a partir de 04/02/2013 que terão o valor da aposentadoria restrito ao limite estabelecido pelo RGPS (hoje R$ 4.390,24).

Segundo Rolim, a partir das reformas da previdência, surgiram quatro gerações de aposentados no serviço público. A primeira é formada pelos professores que se aposentaram antes da reforma de 2003 e a segunda pelos que ingressaram até 2003. Ambas mantiveram a integralidade e a paridade, ou seja, irão se aposentar com os proventos integrais e terão os mesmos reajustes dados aos professores da ativa.

Na terceira geração (cerca de 50% do quadro da ativa atualmente) estão os docentes que entraram no período de 01/01/2004 a 03/02/2013, data da criação da Funpresp. Estes perderam a integralidade e a paridade, terão a aposentadoria calculada pela média dos 80% melhores salários (algo em torno de 80% do salário da ativa) e o reajuste será pelo RGPS. Finalmente, a quarta geração é composta pelos que terão de contribuir com a previdência complementar para garantir uma melhor aposentadoria, uma vez que o valor pago pelo governo não ultrapassará o teto do RGPS (hoje R$ 4.390,24).

Para atender principalmente a esta quarta geração foi criada a Funpresp, à qual estes docentes podem ou não aderir. Embora o Proifes-Federação tenha defendido a integralidade na aposentadoria e defenda os direitos daqueles que a possuem, diante desse novo quadro, o professor Rolim aconselha os professores da quarta geração a entrarem para a Funpresp, como forma de garantir proventos similares aos recebidos na ativa, quando se aposentarem. Esta posição decorre do fato de o governo contribuir com uma parcela igual ao que o professor contribui mensalmente, sendo que o limite da contribuição governamental é de 8.5%, calculado sobre o valor que excede o teto do RGPS. Outra justificativa é que a Funpresp possui o “benefício de sobrevivência”, a ser pago até o final da vida.

Acesse aqui o áudio completo da palestra ministrada aos professores da UFG.

link da notícia:

http://www.adufg.org.br/adufg/noticias.php?id=4133

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