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Professor Emir Sader realiza aula magna promovida pelo ADUFG-Sindicato e entidades parceiras

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Professor Emir Sader realiza aula magna promovida pelo ADUFG-Sindicato e entidades parceiras

O sociólogo, cientista político e professor da USP, Emir Sader, deu uma aula magna durante ato realizado na Praça Universitária na última quarta-feira (17). Em sua fala para um público de cerca de 100 pessoas sobre o atual pleito presidencial e a atual fragilidade da democracia brasileira. “Não tem sentido a essa altura ficar explicando o que está em jogo. Temos que discutir os melhores argumentos, a melhor forma, de reverter estes votos”, disse, “tem um núcleo que é muito doutrinário, muito ideológico, que é difícil chegar nele, mas são minoria”.

Ele argumentou que a maior parte do eleitorado do candidato à frente nas pesquisas está alienada e que é preciso fazer o povo enxergar os malefícios de um governo neoliberal. “A maioria se deixa levar pelo discurso, por achar que ele vai resolver o problema da segurança com mais armamento ou por achar, equivocadamente, que a crise econômica no Brasil é resultado do governo Lula”, declarou, “acho que a melhor maneira de chegar a eles é mostrar que o programa econômico que o Bolsonaro assume é uma continuação do modelo atual”.

Sader também criticou as declarações do candidato contra os direitos trabalhistas, especialmente sobre o 13º salário e férias remuneradas: “usa argumentos esdrúxulos, sofismos, usa a ignorância das pessoas para dizer que isso só tem aqui. Parece que o trabalhador na verdade está em uma situação nababesca, parece que o salário dele dá pra tudo que ele precisa”. Ele lembrou que o candidato votou a favor da reforma trabalhista e da EC 95, que congela os gastos públicos em saúde e educação por 20 anos. “Ele agora fala de saúde e educação. Tudo o que ele faz na campanha é desmentir o que ele já fez e já falou”, disse o professor, “Temos que trazer o pessoal para sua realidade”.

O professor criticou as propostas do candidato para a segurança: “a questão de segurança pública é complexa. Não basta ter mais armamento, ter mais policial na rua. Não existe uma resposta mágica. Para muita gente desvalida, acha que ele vai proteger, mas sua única proposta é generalizar o uso de armamento”. E por fim criticou a falta de um projeto econômico: “quando perguntam sobre economia, ele admite que não sabe, sua solução é pedir pro Paulo Guedes cuja sugestão é a mesma do Meirelles: cortar, cortar e cortar”.

Entidades

Participaram do evento cerca de 11 entidades entre sindicatos, movimento estudantil e partidos políticos como o ADUFG-Sindicato, Sinpro, Sint-Ifes, Sintego, DCE-UFG, DCE-IFG, UNE, UEE, ANPG, PT, PSOL, PCdoB, PCB, entre outros.

Em sua saudação de abertura, o presidente do ADUFG-Sindicato, Flávio Alves da Silva, agradeceu à presença do professor Emir Sader e das demais entidades. “Agradecemos a presença do professor Emir Sader que se dispôs a participar prontamente. Acionamos ele na quinta-feira e ele logo aceitou a participar. Queremos agradecer também a todas as entidades que ajudaram a organizar este ato”.

Flávio continuou destacando que “este ato realmente é de uma necessidade para lutar contra o fascismo que está instaurado no Brasil. A gente sabe que o candidato que está nesta onda fascista diz claramente que vai tirar direitos de trabalhadores, que vai privatizar universidades, então temos que lutar contra isso”.

Fonte: Ascom ADUFG-Sindicato

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