O MEC se tornou balcão de negócios regado à corrupção. Conheça os principais casos

 

Toda vez que alguém compartilhar com você, seja por aplicativo de mensagem ou por meio de qualquer rede social, alguma fake news ou outro tipo de ataque contra as universidades públicas, lembre à pessoa que ela está sendo enganada porque o governo quer esconder que transformou a educação em um grande balcão de negócios.

Apesar do presidente Jair Bolsonaro tentar desviar a atenção dos problemas reais do país (e dos crimes que ocorrem nas entranhas de seu próprio governo), é impossível esconder a transformação do Ministério da Educação em uma máquina de corrupção.

A pasta tem hoje graves escândalos de corrupção sob investigação.

Barras de ouro

Enquanto há universidades sem condições de pagar as contas de água e luz e escolas à espera de investimentos, dentro do ministério um esquema de cobrança de propinas era operado por pastores ligados ao então ministro Milton Ribeiro e ao presidente Jair Bolsonaro. Em troca de dinheiro e até de barras de ouro, eram negociadas verbas para a construção de colégios e creches.

A bandalheira já está rendendo investigações por parte de diversos órgãos, além da tentativa abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que demandou do governo Bolsonaro esforços homéricos para impedir sua instalação.

Outras investigações

Sem rumo e longe de ser prioridade do Governo Federal, a educação sangra a cada novo esquema nos corredores do MEC.

Em abril, por exemplo, veio à tona uma licitação para a compra de ônibus escolares com superfaturamento de R$ 700 milhões. O dinheiro seria desviado do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Uma vergonha capitaneada por figuras do PL, partido ao qual o próprio Jair Bolsonaro se filiou recentemente.

Na gestão de Ribeiro, o MEC também bancou livros religiosos para serem distribuídos em cidades que receberiam visitas do então ministro. Os livros continham fotos dele e dos pastores envolvidos no esquema de cobrança de propina. Houve também repasse de dinheiro para igrejas alinhadas a Ribeiro.

O que dizer então da autorização do MEC para construção de 2 mil novas escolas enquanto outras 3,5 mil continuam inacabadas? As supostas obras, também envolvendo o BNDE, seriam o verniz eleitoral para deputados e senadores da base governistas fazerem agito nos seus redutos em busca de votos, mesmo sem sair do papel. Mais uma maquiagem do Governo Federal pensando nas eleições de outubro.

Outra polêmica envolveu o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), que age como guarda-costas do governo Bolsonaro. Uma empresa de seu estado teve lucros de 420% na venda de kits de robótica, sendo que um de seus sócios é familiar de um aliado de Lira.

É possível tirar o Brasil do buraco?

Nosso país precisa, com urgência, mudar essa realidade. Não há outra escolha.

Duras conquistas, como a Lei das Cotas e a ampliação do acesso ao ensino superior público, podem sucumbir se o Brasil continuar nas mãos de pessoas que não tem absolutamente nenhum compromisso com a população.

A mudança deve começar agora!

Fonte: APUB

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