Mulheres são maioria nas urnas, mas ainda têm pouco espaço no poder

Quase 84 milhões de mulheres poderão votar nas eleições de outubro. Elas são 52,84% do eleitorado brasileiro, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Fonte: CUT - Quase 84 milhões de mulheres poderão votar nas eleições de outubro. Elas são 52,84% do eleitorado brasileiro, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na lista de candidaturas, porém, a realidade é inversa. As mulheres representam apenas 34,8% dos registros apresentados para as eleições de 2026.
Ao todo, são 7.138 candidatas entre 20.501 nomes, de acordo com os dado do TSE. É o maior percentual já registrado no país, mas o avanço foi pequeno. Em relação às eleições de 2022, o aumento foi de apenas um ponto percentual.
A distância aumenta quando se olha para quem já ocupa o poder. Hoje, as mulheres são 91 entre os 513 integrantes da Câmara dos Deputados, o equivalente a 17,7%. No Senado, elas ocupam 15 das 81 cadeiras.
Quem forma a maioria nas urnas continua longe de participar, na mesma proporção, das decisões do país. A afirmação é da secretária da Mulher Trabalhadora da CUT, Amanda Corcino. Ela reforça ainda que é preciso a sociedade ter outro olhar sobre o que é, de fato, representatividade.
“A sociedade brasileira precisa olhar com mais atenção para quem elege para a Câmara e o Senado. Nas últimas legislaturas, o país escolheu representantes que estão longe de refletir a realidade do povo brasileiro e de defender suas verdadeiras demandas. A baixa presença de mulheres nesses espaços é parte desse problema e continua muito aquém do que seria justo” afirma Amanda.
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