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ADUFG: Em abertura da etapa regional do XVI Encontro Nacional da PROIFES, reitor da UFG critica falta de investimentos do Governo Federal em saúde, educação e ciência

Publicado em : 29/09/2020

“Mesmo com investimentos reduzidos, as universidades foram as maiores aliadas do Sistema Único de Saúde no combate à pandemia do novo coronavirus no Brasil”, afirmou o reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG) e presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), professor Edward Madureira Brasil, na live de abertura da etapa regional do XVI Encontro Nacional da Proifes-Federação. A mediação foi realizada pelo presidente do Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (Adufg-Sindicato), professor Flávio Alves da Silva.

Na ocasião, Edward destacou que a falta de políticas públicas no enfrentamento à Covid-19 no Brasil é fruto de um governo descompromissado. “Seja na Saúde ou na Educação, não há saída para a crise sem levar em conta investimentos públicos. Na Educação, por exemplo, temos que considerar que uma rede de hospitais universitários foi construída com atendimento de alta complexidade e 100% SUS que estão sendo fundamentais no combate ao coronavírus. Além disso, as universidades colocaram seus laboratórios à disposição das redes pública e privada na realização de testes sorológicos e pesquisas sobre tratamentos e vacinas. Na UFG, conseguimos oferecer uma testagem de até mil pessoas por dia”, relatou.

Outro ponto ressaltado durante o debate entre foi a participação das instituições de ensino também nas ações de prevenção contra o novo vírus. Diversas unidades acadêmicas foram responsáveis pela produção de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), que com a iminência da pandemia, tiveram seus preços aumentados em mais de 100%. “É muito ingênuo acreditar que o combate dessa pandemia poderia se dar fora de um sistema público de saúde. Sem o SUS, dificilmente os mais pobres teriam acesso a prevenção e tratamento da Covid-19. E as universidades fazem parte desse sistema público”, destacou o presidente Flávio Alves da Silva.

Crise ambiental

Dentre os assuntos da live, a questão ambiental também teve lugar na discussão entre os docentes. Madureira destacou que o Brasil é um dos principais produtores e exportadores de grãos e da pecuária de corte. Contudo, segundo ele, a figura da “porteira aberta” criada pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, reduz as chances do País de aproveitar o que tem de mais valioso: os seus recursos naturais. “Pouco se fala é que, se aproveitarmos a área aberta no Brasil já desmatada, poderíamos triplicar ou quadruplicar a nossa produção sem necessidade de desmatar nenhum hectare a mais. Se utilizarmos as áreas de pastagens para produção de commodities nós melhoraríamos muito o desenvolvimento do agronegócio. O que precisamos é investir em ciência para conhecimento de novas biotecnologias possam viabilizar a produção de soluções das commodities e de outras áreas do conhecimento”, criticou Madureira.

Fake News

Durante o evento virtual, tanto o presidente do Adufg-Sindicato quanto o da Andifes abordaram a questão da divulgação e propagação de informações falsas, que se tornou comum no governo do presidente Jair Bolsonaro. Segundo Madureira, as fake news são, mais uma vez, reflexo da falta de investimento em educação no País. Para o professor Flávio, as universidades possuem conhecimento e capacidade para o enfrentamento das notícias falsas. “Falta legislação para esses casos. Nós das universidades podemos atuar contra as fake news? Claro, podemos. Mas é importante que exista um regulamento de ética. O uso da Internet, das redes sociais ainda é uma terra sem lei, e se depender do atual governo isso não deve mudar”, argumentou o presidente do Adufg.

Futuro


Reformas, Propostas de Emendas Constitucionais, nomeações de reitores não escolhidos pela comunidade acadêmica, e tantos outros ataques do governo podem não trazer otimismo para o futuro da Educação no País. Apesar disso, o Reitor da UFG enxerga possibilidades no diálogo em defesa das universidades federais. “Se a gente conseguir se articular como um sistema que atue de forma orgânica, coordenada e colaborativa na busca pelos nossos objetivos. Essa é a minha principal bandeira a frente da Andifes hoje, estabelecer vínculos e cooperações entre todas as instituições federais. Precisamos nos desprender do individualismo, vamos conseguir enxergar o tamanho enorme que temos com milhares de professores, alunos, instituições, laboratórios, e vamos ser muito mais eficientes”, concluiu.

Para assistir ao debate completo, clique aqui.

Fonte: Ascom ADUFG-Sindicato



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