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Nota do ADURN-Sindicato sobre a vacinação das professoras e dos professores como prioridade

A diretoria do ADURN-Sindicato tem acompanhado a tragédia que acometeu o Brasil, sob efeito de uma pandemia devastadora e a mais completa falta de responsabilidade da União, principal ente federado, responsável pelas diretrizes que norteiam a condução da luta contra essa catástrofe sanitária.

O processo de vacinação – implementado praticamente à força pelos Estados e Municípios, e convalidado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) – segue de maneira caótica, sem uma parametrização adequada e com a deprimente falta da própria vacina. Assim, a população, especialmente a mais pobre, está desamparada, atingida pela pandemia e pelo colapso da economia.

Diante desse cenário apocalíptico, os governos estaduais e municipais iniciam o processo de retorno às aulas presenciais. Sem que ainda se tenha um horizonte nítido sobre uma diminuição da pandemia, governadores e prefeitos de todo o país estão agindo e atuando pressionados pelos vários segmentos da sociedade, com decisões baseadas nas condições que possuem. Mas como fazer um retorno minimamente seguro sem a efetiva imunização da população?

Nesse contexto, o anúncio do Governo Estadual do Rio Grande do Norte sobre o início da vacinação dos trabalhadores da educação nas redes estaduais e municipais tem provocado uma certa inquietação entre professoras e professores, inclusive os da iniciativa privada, que desejam ser incluídos no grupo prioritário.

O PROIFES-Federação e o ADURN–Sindicato vêm defendendo a vacina para todos desde o começo dos debates sobre a vacinação. Isso porque, as entidades entendem que a retomada das aulas sem a devida condição sanitária será muito custosa para os entes públicos, já carentes de recursos, e por considerar que, com a escassez de vacinas, a imunização mesmo que prioritária não atingirá o conjunto dos professores, quer do setor público nas três esferas, quer da iniciativa privada.

Defender a vacina para todos não é desconhecer que os docentes são fundamentais para o desenvolvimento de qualquer sociedade, especialmente uma tão carente como a nossa. O preceito basilar apresentado é o da defesa da vida e do acesso universal às ações de saúde. Ademais, a Educação deve ser sempre tratada como prioridade, bem como os trabalhadores que nela operam. É importante ressaltar que dentro da categoria dos trabalhadores da Educação temos segmentos de docentes, nas três esferas da Federação e da iniciativa privada, como esteios do processo educacional brasileiro.

Seguindo essa lógica, o ADURN-Sindicato ciente de que existem segmentos dentro da carreira docente que estão ligados à Educação Básica, Técnica e Superior desenvolvendo atividades que, por sua natureza, exigem ser presenciais, defende que caso haja uma oportunidade de inserir tais segmentos nas prioridades de vacinação, sem com isso deixar a população mais vulnerável à deriva, então que seja considerada essa possibilidade, ressaltando o princípio da equidade na viabilização do acesso àquelas pessoas com risco acrescido no contexto da pandemia.

O  Sindicato reitera a defesa por uma vacinação universal – princípio básico e elementar das políticas públicas e conceitos sanitários – e continua, no nível federal, a pressionar o governo para que o processo de vacinação, já comprometido, tenha o mínimo de efetividade.

Fonte: ADURN-Sindicato

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Agência Proifes

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