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Nota da diretoria do ADURN-Sindicato: Pelo futuro de um Brasil Democrático

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Nota da diretoria do ADURN-Sindicato: Pelo futuro de um Brasil Democrático

A Diretoria do ADURN-Sindicato, órgão executivo da entidade, conforme constante no seu Estatuto vem a público, neste crítico momento pelo qual passa o país, para expressar seu posicionamento.

As eleições deste ano, marcadas por um clima tenso, de polarização e de violência explícita, ameaçam concretamente a Constituição da República, implementada em 1988 e que representou a institucionalização do país depois de 21 anos de sombria Ditadura Militar.

Princípios universais de direitos individuais vêm sendo ultrajados por grupos movidos pelo ódio, que disseminaram uma onda de mentiras e terror atingindo, inclusive, a própria presidenta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rosa Weber, que precisou solicitar proteção à Polícia Federal. O “cidadão comum”, sem essa prerrogativa, encontra-se à mercê dessa onda de violência ultrajante e que já fez duas vítimas fatais: um mestre capoeirista em Salvador e uma travesti em São Paulo.

Aos valores democráticos ameaçados, juntam-se as ameaças de destruição do ensino público superior, com a retirada de recursos e a violação explícita de sua autonomia administrativa; a transformação dos Institutos Federais em anexos do Sistema S; a completa destruição da economia solidária e da agricultura familiar; o fim de qualquer direito trabalhista, transformando o trabalhador em um semi-servo; a institucionalização da violência, do preconceito e do fundamentalismo religioso.

A Diretoria do ADURN-Sindicato alerta a comunidade acadêmica e a sociedade em geral para tais propostas, que podem piorar o cenário econômico do país, em recessão há dois anos, e que, diante das propostas oriundas de um pensamento distante dos marcos civilizatórios, podem isolar o Brasil do cenário internacional, tornando mais difícil retomar o caminho do desenvolvimento econômico com inclusão social.

A Diretoria do ADURN-Sindicato desenvolverá, para se contrapor a essa onda fascista, uma intensa campanha em defesa da democracia; pela pluralidade e o respeito à divergência; contra a violência; pela retomada dos investimentos na Educação; pela revogação da “Reforma” trabalhista e da Emenda Constitucional 95.

Como professores universitários não podemos nos omitir nesse grave momento em que a Democracia está em perigo extremo e devemos, em nome do que a sociedade nos deu, nos posicionar de forma firme em favor do futuro de um Brasil democrático.

 

A Diretoria

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