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No Fórum Social Mundial, debate do Adufg defende democracia, direitos sociais universais e mobilização contra ataques do governo às universidades

“Precisamos levantar as bandeiras da democracia, dos direitos sociais universais e da defesa da soberania nacional. Todas elas estão sob ameaça”, afirmou o editor internacional do portal Brasil 247, José Reinaldo Carvalho, nesta segunda-feira (25/01), durante debate virtual organizado pelo Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (Adufg-Sindicato) no Fórum Social Mundial 2021. A live teve como tema “Sucateamento e autoritarismo: os ataques às universidades públicas promovidos pelo governo Bolsonaro.

Na ocasião, o jornalista também criticou as ações do Governo Federal durante a pandemia do coronavírus (Covid-19). Ele destacou que a população precisa se mobilizar por questões, como vacinação, restabelecimento do auxílio emergencial e por um plano econômico. “O País necessita de uma política de geração de emprego e renda para universalizar o acesso da população ao mercado básico de consumo e direitos sociais elementares”, defendeu.

Para o presidente do Adufg, professor Flávio Alves, da Silva, a situação atual é grave. Segundo ele, para superar as adversidades, é preciso unidade. “Sabemos que existem diferenças nos movimentos sindicais, sociais e estudantis. No entanto, o momento é de união”, conclamou.

Para a professora Miriam Fábia Alves, que também participou do debate, os ataques às universidades são constantes desde o início do atual governo. “Foram ataques feitos pelos próprios mandatários e ministros, que desvalorizaram nossos cursos, nossa formação e iniciaram o discurso de que o estado não tem que pagar por essa formação”, explicou a docente, que atua na Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás (FE-UFG).

O diretor de Universidades Públicas da União Nacional dos Estudantes (UNE), Eduardo Campos, lembrou das intervenções do presidente Jair Bolsonaro nas universidades e institutos federais. O mandatário nomeou diversos reitores sem respeitar as listas tríplices encaminhadas pela comunidade acadêmica. “O governo atacou um pilar fundamental da educação e da sociedade como um todo, que é a democracia. Além disso, a atual gestão enxerca as universidades como inimigas, o que é absolutamente negativo”.

Fonte: Ascom ADUFG-Sindicato

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Agência Proifes

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