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Na Semana da Mulher, Sindiedutec vai a atos e promove ações de mulheres contra vulnerabilidade

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Na Semana da Mulher, Sindiedutec vai a atos e promove ações de mulheres contra vulnerabilidade

A data do Dia Internacional da Mulher é, como se sabe, um dia de reflexão e balanço sobre a luta das mulheres trabalhadoras de todo o mundo. Neste ano, o 8 de Março assimilou também o combate à institucionalização do fascismo. Com o mote “Pela vida das mulheres: Bolsonaro nunca mais! Por um Brasil sem machismo, racismo e fome”, diversas frentes de luta feminista se unem para denunciar o avanço da miséria, o desmonte do Estado, os genocídios em curso agravados durante a atual gestão federal e o inaugurado pela ineficácia em falta de vontade política em combater a pandemia. Em manifesto oficial do #8M, movimentos feministas chamam a todas e todos para ir às ruas nos primeiros atos de 2022.“Por tudo isso, nós mulheres convocamos cada uma e cada um que se compromete com a luta contra o machismo, o combate à feminização da pobreza, ao racismo, à LGBTQIA+fobia e a todas as ações que agravam a situação das mulheres no Brasil, a ocupar as ruas no dia 8 de março”, versa o documento.

De acordo com dados publicados pelo DIEESE, a taxa de desemprego aumentou e atingiu principalmente as mulheres da classe trabalhadora – são 8,6 milhões de mulheres desempregadas no país. No mesmo período, a taxa de ocupação feminina diminuiu 5,7 milhões. Os dados são de amostras coletadas entre o 3º trimestre de 2019 e o período equivalente de 2020 A taxa de desemprego entre as mulheres bateu recorde em 2021, chegando a 16,8%. Para as mulheres negras, essa taxa foi de 19,8%. Em dados mais gerais, hoje o Brasil registra cerca de 51 milhões de pessoas abaixo da linha de pobreza.

A vulnerabilidade social está ligada a gênero e raça. De acordo com estudo do IPEA sobre o tema, para minimizar os impactos causados pelo machismo e racismo estruturais na qualidade de vida, é necessária a ampliação da justiça social por meio do fortalecimento da cidadania. Para isso, de acordo com o artigo, é preciso o reconhecimento de que o combate às desigualdades passe por gênero e de raça. INSERIR LINK

 

QUINTA SINDICAL

 

Foi pensando nisso que na semana do Dia internacional da Mulher, A Quinta Sindical traz duas mulheres que atuam de maneiras diferentes para a diminuição da desigualdade social baseada em gênero e para o empoderamento de mulheres em situação de vulnerabilidade e abandono social.

 

DIA DE RAINHA

 

Aline Castro é idealizadora e coordenadora do projeto Dia de Rainha, que há seis anos arrecada kits de higiene pessoal e íntima para mulheres em situação de rua. São montadas bolsas com escovas de dente, absorventes, entre outros produtos de cuidado pessoal. Em campanha de arrecadação permanente, o projeto angaria roupas em boas condições de uso e organiza, no dia do evento, um bazar com roupas e acessórios. Além disso, também são realizados atendimentos de saúde e de beleza.

Para montar esse dia de acolhimento, há também uma rede de apoio de voluntárias de diversas áreas – advogadas, enfermeiras, psicólogas, entre outras profissionais. De acordo com Aline, o objetivo desses momentos de acolhimento é acessar estas mulheres para que elas possam ser ajudadas. Segundo ela, entre as que se conseguiram sair da vulnerabilidade, existem as que hoje são voluntárias no Dia de Rainha, as que conseguiram se reinserir no mercado de trabalho, as que passaram em concursos públicos. No próximo domingo (13), o projeto distribuirá seus kits e prestará serviço na Praça Generoso Marques.

 

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Mutirão de montagem dos kits para mulheres em situação de vulnerabilidade

CLUBE DE MÃES

 

Irenilda Arruda é uma das mulheres que toca o Clube de Mães União Vila Torres, entidade sem fins lucrativos que, desde 1997 desenvolve ações pautadas nos interesses da comunidade, sejam de caráter beneficente, cultural, desportivos ou recreativos. De acordo com ela, as ações são feitas para incutir a noção de cidadania. “Tudo é para promover a auto determinação e valorização do ser humano através da sua participação na organização de trabalhos em prol da melhoria da sociedade”, ressalta.

Um dos projetos desenvolvidos é a produção de eco bags a partir de matéria prima reciclada. A grife Eco Ação – Moda Sustentável propõe, de acordo com Irenilda, a união do artesanato com a moda e a sustentabilidade. “Este trabalho além de ser totalmente artesanal, tem renda revertida para as mulheres da comunidade que complementam sua renda, para manutenção do Clube de Mães e para pagamento de fornecedores e outras prestações de serviços”, detalha. Além de eco bags, são produzidas também nécessaires, pastas, aventais, entre outros.

O Clube propõe ainda atividades de formação, como no último domingo (6), em que foi realizada uma roda de conversa sobre as origens do 8 de março com as mulheres da comunidade. Fora isso, são também conquistas da organização: Biblioteca comunitária, sinal de internet gratuito para 480 famílias, apoio pedagógico para crianças da Vila Torres, oficinas e palestras informativas e motivacional para mulheres, oficinas de auto ajuda, auto estima e apoio psicológico, treinos de Boxe, Muay Thay e Jiu Jitsu para a comunidade e cursos profissionalizantes.

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 Irenilda Arruda Roda de conversa sobre o 8 de Março com mulheres da comunidade Vila Torres

 

 

CONTRIBUIÇÃO E PROMOÇÃO DAS AÇÕES

Para ambas as iniciativas o SINDIEDUTEC contribuiu neste mês. Para o Dia de Rainha, foram doados itens de higiene pessoal e máscaras. Com o Clube de Mães, o sindicato, além do doar banners antigos para confecção de bolsas, contratou os serviços para transformar coletes que não foram distribuídos à base em mochilas e ecobags.

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Coletes transformados em sacolas e mochilas pelo Clube de Mães

Fonte: SINDIEDUTEC-Sindicato

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