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Mobilização pela Educação Pública nos dias 4 e 5 de dezembro

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Mobilização pela Educação Pública nos dias 4 e 5 de dezembro

A eleição de um projeto de país elitista e reacionário ameaça diretamente a Educação Pública de Qualidade no Brasil. Como forma de resistência as entidades da educação, entre elas o PROIFES-Federação e FASUBRA-Sindical, organizam mobilizações e manifestações que acontecerão nos dias 4 e 5 de dezembro. Na terça-feira, 4, a sugestão é que aconteçam debates sobre diferentes temas em defesa da democracia e da educação. No dia seguinte, além de atos e paralizações nos estados, acontece em Brasília uma audiência pública, na sala Nereu Ramos da Câmara dos Deputados, para comprometer os parlamentares com a educação pública.

O SINDIEDUTEC-Sindicato sugere que os Núcleos Sindicais de Base já instituídos se organizem para debater, Servidores/as, alunos/as e comunidade, as ameaças que recaem sobre a educação pública e gratuita. É importante que este momento seja o início de encontros periódicos permanentes organizados pelos NPC para seguir na articulação da resistência contra o retrocesso que se coloca diante do Brasil.

Segue, abaixo, alguns dos temas que podem ser trabalhados:

– Liberdade de Cátedra:

Projetos como o Escola Sem Partido são uma séria ameaça ao trabalho docente atacando um valor democrático central: a Liberdade de Cátedra. Seu alvo é o pensamento crítico e a pluralidade de ideias, pregando a falsa ideia de uma “doutrinação esquerdista” nas escolas e universidades, deseja que apenas valores conservadores e neoliberais sejam trabalhados.

O PROIFES-Federação produziu uma cartilha sobre o assunto que poderá servir de base para a discussão.

– Ideologia de Gênero:

Outro dos mitos do vindouro governo é a ideia de que professores, ao discutir sexo e sexualidade, estão “transformando” os alunos em homossexuais, como se fosse possível escolher ou mudar a condição ou orientação sexual de uma pessoa. O discurso moralista prega ainda que o debate causaria uma sexualização precoce das crianças, tornando-as alvo fácil para pedófilos. As estatísticas mostram que o contrário é verdadeiro, já que muitas crianças nem sequer sabem que certos comportamentos são inapropriados, criando assim uma proteção para abusadores. Além de que os dados estatísticos revelam que a maioria dos abusos acontecem no meio familiar e a Escola é um lugar de acolhimento de denúncia do que acontece com a criança.

O ‘Professores Contra o Escola Sem Partido’ publicou um artigo que desmonta a argumentação da Ideologia de Gênero.

– 30 Anos da Constituição Federal e Democracia:

A truculência do próximo governo muitas vezes se manifesta em truísmos que não encontram respaldo legal ou democrático, chegando a ignorar cláusulas pétreas da Constituição Federal de 1988. É preciso reforçar a importância do documento, alicerce para a ainda jovem e frágil democracia brasileira.

Em razão do aniversário de 30 anos da Constituição Federal, o ConJur publicou um interessante artigo sobre sua importância.

– Método Científico:

O nome de Ricardo Velez Rodrigues para o Ministério da Educação, com indicação de Olavo de Carvalho, é mostra que a nova administração não tem apreço pelos valores científicos, basilares nas sociedades ocidentais desde as Revoluções Burguesas. O futuro ministro já deu declarações atacando o “cientificismo” da academia, enquanto Carvalho, o Guru da presidência, prefere consultar os astros aos livros.

É preciso fazer uma defesa do método científico e da construção criteriosa do conhecimento antes que “terra plana” e “criacionismo” se tornem temas do ENEM.

Há uma bela apresentação do Método Científico no Instituto de Matemática e Estatística da USP que pode ajudar no debate.

Fonte: Ascom SINDIEDUTEC-Sindicato

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