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MAIS UM: Docentes da UFRN decidem pela transformação da ADURN em Sindicato

Em Assembléia massiva, participativa e histórica, os Docentes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte aprovaram democrática e soberanamente a transformação da ADURN em Sindicato. A decisão aconteceu nesta quinta-feira, 16 de junho, através de um processo de votação aprovado pela categoria no início de realização da Assembléia.

Os professores presentes decidiram pela colocação de urnas no auditório da Escola de Enfermagem, Departamento de Odontologia, Departamento de Nutrição, FACISA (Santa Cruz), e CERES de Caicó e Currais Novos, para os docentes da UFRN votarem pela revogação do Regimento Interno da ADURN e ratificação da criação do Sindicato dos Professores de Universidades Federais de Natal, Caicó, Currais Novos, Macaíba, Santa Cruz, Macau e Nova Cruz, o ADURN-Sindicato, e do seu respectivo estatuto, aprovado na Assembleia do dia 8 de julho de 2010.

Em votação que seguiu até ás 21h desta quinta (16), a expressiva maioria dos sindicalizados disse sim ao ADURN-Sindicato (96,8%). “Venceu a democracia. Venceu o argumento político que fez tornar a nossa entidade respeitada pela categoria. Venceu a defesa da nossa liberdade pra que trilhemos o caminho da federação”, enfatiza o presidente da ADURN, João Bosco Araújo.

O direito dos professores de IFES de se organizar autonomamente em entidades locais, de base municipal, estadual ou nacional é inquestionável, e está amparado na Constituição Federal, na CLT e na Portaria 186 que disciplina a formação e desmembramento de sindicatos no Brasil.

“A ADURN realizou o seu ato final de independência que, iniciado em 2004, finalmente chega ao seu ápice com a fundação do Sindicato dos Professores de Universidades Federais de Natal, Caicó, Currais Novos, Macaíba, Santa Cruz, Nova Cruz e Macau, o ADURN-Sindicato”, ressalta o diretor de Política Sindical da ADURN, Wellington Duarte.

A transformação da ADURN em Sindicato e a formação de um Novo Movimento Docente, plural, democrático e representativo, é uma reação legítima dos professores ao aparelhamento por partidos e correntes que o Andes-SN sofreu ao longo dos anos e que a afastou, definitivamente, dos anseios dos professores das IFES. Isto levou os professores a buscarem novas alternativas de organização na busca de canais de negociação efetiva de seus interesses, os quais têm obtido pleno sucesso, com os acordos salariais de 2008 a 2010, com a recuperação da isonomia entre ativos e aposentados, com a equiparação das carreiras de ensino superior, básico, técnico e tecnológico, entre outras conquistas históricas.

“Enfim a ADURN assume sua feição de sindicato, quase trinta e dois anos depois da sua fundação”, afirma o secretário-geral da ADURN, Francisco Luiz Mascena.

Para a vice-presidente da ADURN, Sandra Monteiro, os “associados e professores da UFRN escreveram uma nova página na história da entidade, onde a efetiva e real participação nas instâncias internas começa a dotar a nossa entidade de uma presença jamais vista perante os professores. O ADURN-Sindicato será dos professores da UFRN e se aproximará cada vez mais do seu associado, beneficiando-o em uma nova cultura de prestação de serviços.

A decisão é emblemática, pois assegura aos associados o direito soberano de manifestar-se sobre os rumos a serem seguidos por sua entidade. Mais do que isso, coroa uma luta em prol da soberania e da independência dos sindicatos dos professores das Instituições Federais de Ensino Superior.

A mudança consolida uma nova fase do Movimento Docente brasileiro em que a diversidade e as especificidades do professor universitário deve se refletir na sua organização sindical. “Caminha-se para firmar a idéia de que a forma de organização que melhor se adéqua à nossa categoria é a Federação”, afirma Wellington Duarte.

Para Wellington Duarte, os desafios postos ao Movimento Docente exigem uma organização em que a representação respeite as diversidades postas no nosso cotidiano, propicie uma ampliação do espaço de discussão para problemas que se apresentam no dia-a-dia do professor, e que não é o mesmo em todas as universidades públicas federais.

”A Diretoria da ADURN acredita firmemente que o rumo do Movimento Docente passa pela federação dos sindicatos de professores das instituições federais do ensino superior e pelo contínuo – e necessário – aprimoramento das formas de consulta, buscando agregar todos os mecanismos que possam ampliar a participação docente”, ressalta João Bosco Araújo.

Por Jana Sá, jornalista da Adurn

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Agência Proifes

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