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GT Direitos humanos debate organização de Encontro Nacional em novembro na Bahia

Reunido na sede do PROIFES-Federeação, em Brasília (DF), o Grupo de Trabalho Direitos Humanos, Raça/Etnicidade, Gênero e Sexualidades do PROIFES deliberou nesta quarta-feira, 31, sobre evoluções das temáticas do grupo nos sindicatos, e a organização e realização de um encontro nacional do GT, em novembro, na Bahia.

O GT, coordenado pelos professores Flávio Alves da Silva (ADUFG-Sindicato), vice-presidente do PROIFES-Federação, e Eduardo Silva (ADUFRGS-Sindical), contou também com as presenças de Angela Ernestina Cardoso de Brito (APUB), Elzimar Ferreira Lula (ADUFSCar), Erika Pessanha D’Oliveira (SINIEDUTEC), Fábia Barbosa de Andrade (ADURN), Juliana Melo (ADURN), Leopoldina Menezes (APUB) e Nildo Ribeiro (APUB), Oswaldo G. C. Negrão (ADURN), Rosângela Gonçalves de Oliveira (SINDIEDUTEC), Thais Fernanda Leite Madeira (ADUFSCar).

Na pauta, levantamento e registro dos integrantes dos GTs criados em cada Sindicato; relato do andamento das atividades de cada GT local, e a previsão para os eventos de setembro; relato do andamento da produção de textos para o XIII Encontro Nacional do PROIFES; discussão sobre a estratégia para a organização do evento nacional na UFBA; e discussão sobre o nome adequado do GT.


Dentre os encaminhamentos apontados pelo GT a serem levados ao Conselho Deliberativo do PROIFES estão:

•   O novo prazo para composição dos GT’s locais é o mês de junho, uma vez que apenas a APUB compôs o seu GT.

•   O nome oficial do GT, após intensa discussão, e respeitando o máximo possível as concepções teóricas é: GT Direitos Humanos: Raça/Etnicidade Gênero Sexualidades.

•    Realização do 1° Encontro Nacional de Direitos Humanos: Raça/Etnicidade Gênero Sexualidades do PROIFES, de 29 de novembro a 1° de dezembro na UFBA, com o tema: “Negras e Negros nas Instituições de Ensino Superior”.

•    O cronograma do Encontro será o seguinte: abertura com palestra na noite de 29/11; mesas redondas na manhã de 30/11, com enfoque acadêmico; grupos de trabalho na tarde de 30/11 para produção de cartas que serão organizadas por uma relatoria (esta relatoria poderá ser constituída por alunos bolsistas); confraternização na noite de 30/11; ato político de encerramento na manhã de 1/12, com unificação das cartas dos GT’s em um único documento, a ser lançado como manifesto; reunião final de avaliação do GT na tarde de 1/12.

•    Os pré-encontros deverão ser realizados no mês de setembro, conforme definido anteriormente. Estes eventos serão palestras (pelo menos uma em cada sindicato/universidade/instituto) ministradas por docentes especialistas na questão racial, internos ou externos à IES. Esta palestra deverá ser divulgada pelo Sindicato, como sendo de sua organização e do PROIFES como “Pré-Encontro Nacional sobre Negras e Negros nas Instituições de Ensino Superior, do PROIFES”. O convite destina-se à toda a comunidade acadêmica (professores, técnicos e alunos) e também externa. Deve-se tirar deste evento uma breve carta-manifesto, que será enviada ao Encontro Nacional. Deve-se também convidar e estimular os espectadores a participar do Encontro Nacional. Importante também que o evento seja registrado e transmitido via internet.

•    Para a palestra de abertura do Encontro Nacional no dia 29, e as mesas redondas do dia 30, serão convidados expoentes da área. Este contato será feito pelos integrantes do GT que têm mais proximidade ou contato com os professores a serem convidados, mas qualquer convite feito deverá ser comunicado à Coordenação do GT para fins de organização e registro. Não é necessário que o palestrante seja afiliado ao PROIFES.

•    Sugerem-se atividades de integração durante o Encontro Nacional, como grupos de dança, de capoeira, grupos culturais, oferecimento de coquetéis.

•    O público alvo do Encontro Nacional será docentes de sindicatos da Federação, que tenham como se deslocar até Salvador, além de toda a comunidade acadêmica da UFBA.

Para a professora Francinete Veloso (Apubh) o GT “traz à tona a discussão das diferenças diversas dentro das instituições federais de ensino, levantando a inclusão e permanência dos sujeitos em seus espaços de direitos no ambiente acadêmico’.

Segundo Oswaldo Negrão (ADURN-Sindicato) as discussões nesta quarta-feira “foram muito potentes pela pluralidade de opiniões e experiências que os representantes dos diferentes sindicatos trouxeram, e também vale para debater todos os aspectos do encontro nacional, previso para novembro, na Bahia.”

Já Rosangela Gonçalves de Oliveira (SINDIEDUTEC-PR) destacou a articulação desses sujeitos que não fazem parte das relações de espaço de poder. “Vemos normalmente estas temáticas separadas, (gênero, sexualidades, raças), e neste GT estes sujeitos não estão separados, o que dá unidade e materialidade para a luta”, afirmou.

Para Juliana Gonçalves Melo (ADURN-Sindicato) o GT é “super importante porque trata de tema essencial que diz respeito ao racismo e ao acesso de negros e outras minorias à educação de uma forma geral, o que resvala nas questões de violência e direitos das humanos das minorias”.

A próxima reunião do GT Direitos humanos ficou marcada para 10 de agosto.

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Agência Proifes

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