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Funpresp tem 58% de adeptos da Educação

Fonte Jornal do Professor – Adufg-Sindicato

Criada em 2013 para garantir aposentadoria acima do novo teto, a Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal (Funpresp) tenta ampliar adesões nos 205 órgãos do governo federal. A participação de servidores da Educação aumentou de 5% para 42% no último ano. O JP conversou com Ricardo Pena, diretor-presidente da fundação.

 

 

– É baixa a adesão docente ao plano da Funpresp?

Houve uma mudança total de paradigma na aposentadoria do servidor público federal e isso demanda tempo para ser absorvido e compreendido. Nosso grande desafio é disseminar informações sobre os planos que administramos aos professores federais e aos demais servidores públicos do Executivo. Não é uma tarefa fácil, já que a Funpresp-Exe conta com 205 patrocinadores entre órgãos da administração direta, autarquias e fundações do Executivo e do Legislativo Federal, em todo o território nacional. Há universidades, por exemplo, que têm mais de cinco unidades no interior do estado, além do campus principal. Ainda assim, não consideramos que haja baixa adesão entre docentes. O nosso maior número de participantes é da área da Educação. Hoje a categoria já responde por mais da metade do total de adesões dos participantes ativos normais (aquele que entrou no serviço público federal a partir de 4 de fevereiro de 2013 e recebe acima do teto do INSS), 58% do total. A fundação dobrou de tamanho, terminando 2015 com 22,2 mil participantes. A taxa de adesão entre os docentes saiu de 5% em 2014 para 42% em 2015.

– Porque aderir ao plano é importante para o docente?

Aderir ao plano da Funpresp é garantir que o professor tenha, na aposentadoria, o mesmo padrão de vida que ele tinha quando estava trabalhando. Com a instituição do teto do Regime Geral da Previdência Social como parâmetro para a aposentadoria do servidor público, penso que a previdência complementar seja a melhor opção. Os planos de benefícios administrados pela Funpresp contam com a grande vantagem da paridade da universidade no caso do participante ativo normal. Isso quer dizer que para cada real poupado pelo servidor, a União também contribui com a mesma quantia. A poupança é dobrada. Também há vantagens comuns que alcançam todos os servidores, ou seja, independentemente de sua adesão como participante ativo normal ou participante ativo alternativo (aqueles que ganham abaixo do teto ou que já eram servidores antes de 4 de fevereiro de 2013). Entre elas se destacam os benefícios tributários – dedução mensal das contribuições no IRPF, a possibilidade de portar recursos de outros fundos de previdência fechada ou aberta (PGBL) e o repasse de 100% da rentabilidade para a conta individual do participante, uma vez que a Funpresp-Exe não tem fins lucrativos.

– Qual a principal diferença entre aposentadoria comum e pela Funpresp?

Para dar continuidade à Reforma da Previdência, aprovada em 2003, a União instituiu a previdência complementar, que é um benefício opcional, de caráter facultativo, que dá ao trabalhador uma proteção previdenciária adicional, conforme sua necessidade e vontade. Sem a previdência complementar, o professor vai se aposentar com o teto do INSS, que hoje é de R$ 5.189,82, independentemente de sua remuneração ser maior. É importante lembrar que o quanto antes o professor iniciar sua poupança previdenciária, maior será o valor acumulado para a manutenção do seu padrão de vida na aposentadoria. A Funpresp disponibiliza no seu site (www.Funpresp.com.br) a Cartilha do Professor, em formato de perguntas e respostas que pode auxiliar o entendimento sobre a nova previdência complementar e os planos de benefícios que oferecemos.

Números*

8.535 docentes participam do plano no Brasil

839 docentes participam do plano em Goiás

317 são professores do magistério superior

522 professores de institutos

*Dados de participantes ativos normais em dez/2015

Fonte: CGDMS/SEGEP/MP – Funpresp-Exe

QUEM É

Ricardo Pena

Economista, pós-graduado em Finanças (USP) e doutor em Demografia (UFMG). Da carreira de auditor fiscal da Receita Federal, foi secretário de Previdência Complementar do Ministério da Previdência entre 2008 e 2009. É diretor-presidente da Funpresp desde dezembro de 2012.

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