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FSF-GO apresenta reivindicações para deputados federais goianos durante reunião na capital

Todos os 17 deputados federais goianos foram convidados, mas apenas quatro participaram com encontro que debateu o desmonte do serviço público

Goiânia – A Frente dos Servidores Federais em Goiás (FSF-GO), composta por pelo menos dez categorias de servidores públicos federais, promoveu na manhã desta segunda-feira (16/20), na sede do SinPRF-GO, em Goiânia, um café com deputados goianos. O objetivo foi reivindicar melhorias na carreira e protestar contra práticas e decisões do governo federal. A ideia, segundo o grupo, é alertar para os riscos e prejuízos que os cidadãos brasileiros poderão enfrentar com as reformas e cortes.

Dos 17 deputados federais goianos que representam o Estado na Câmara Federal, participaram do encontro Marcos Abrão, Rubens Otoni, Pedro Chaves e Delegado Waldir.

Durante a reunião, o presidente do SinPRF-GO, Paulo Afonso da Silva, leu uma carta aos deputados para esclarecer pontos divulgados pelo governo federal como “verdade absoluta”. Um desses tópicos é a questão da previdência. Os servidores alertam que, além da contribuição previdenciária paga pelo empregado e pelas empresas, há várias fontes de receita para a previdência social, como COFINS (sobre todos produtos e serviços), PIS, PASEP, CSLL-contribuição social sobre lucro líquido das empresas, percentual sobre a arrecadação das loterias, etc.

“Todos os órgãos públicos do executivo federal estão sofrendo com o baixo investimento”, ressaltou Paulo Afonso. No caso da PRF, segundo o presidente do Sindicato goiano, a categoria fica impossibilitada de, por exemplo, combater o tráfico de armas e drogas ou atuar para diminuir os acidentes de trânsito.

As medidas impostas pelo governo federal já prejudicam diversas áreas do setor público. “São medidas que deixam o servidor público sem defesa. Não temos mais recursos para fiscalizar trabalho escravo, trabalho infantil. Estão nos deixando de mãos atadas. Estão atacando o servidor público como se ele fosse o grande culpado pelo rombo que tem hoje no governo”, destacou a presidente da Associação dos Auditores Fiscais do Trabalho em Goiás, Odessa Arruda.

“O governo federal pegou a categoria dos servidores públicos para tentar emplacar as reformas. A verdade é que as instituições de ensino estão sofrendo cortes de recursos imensos. A UFG, por exemplo, fechou o ano com uma dívida de quase R$ 20 milhões. Todos os órgãos estão sofrendo com cortes de recursos, que estão inviabilizando o trabalho dos servidores”, afirmou Flávio Alves da Silva, diretor-presidente da Adufg, também presente no café com parlamentares. Conforme está previsto, outros encontros da FSF-GO devem ocorrer nos próximos dias.

Fonte: AUDFG-Sindicato

Autor : Ascom FSF-GO

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Agência Proifes

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