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Em sua 18ª edição, Encontro Nacional de Educação Infantil do ADURN discute Políticas de Educação no cenário atual

“Tempos difíceis virão, mas estamos aqui em ordem de batalha”, foi com essa afirmativa que a professora Edna Silva, coordenadora do XVIII Encontro Nacional de Educação Infantil (ENEI) encerrou sua fala, durante a mesa de abertura do evento, que aconteceu na manhã desta segunda-feira (29), no auditório do Praia Mar Hotel.

Com o tema “Políticas de Educação Infantil: currículo, práticas e formação docente”, nesta edição o ENEI conta com a participação de 650 professores, pesquisadores, estudantes e demais profissionais da educação de 16 estados, brasileiros entre eles: Rio de janeiro, São Paulo, Espirito Santo, Minas Gerais, Roraima, Rondônia e Distrito Federal.

“O evento estava previsto para 500 pessoas, nós tivemos que ampliar para garantir a participação desses 650 inscritos e muita gente, infelizmente, ainda ficou de fora. A gente fica muito feliz, pois isso demonstra que o trabalho que tem sido feito ao longo dos anos tem sido reconhecido pelas pessoas que trabalham com Educação Infantil no país e essa é a nossa perspectiva, continuar fazendo o nosso trabalho como colégio de aplicação, que é fomentar essas discussões e essa luta política por uma educação pública de qualidade, que seja referência, que seja gratuita e que seja garantida para todas as crianças, por isso vamos trabalhar esses três dias, para sair daqui com muitas pessoas reverberando essas discussões pelo Brasil”, ressaltou a diretora do Núcleo de Educação da Infância (NEI), que também coordena o evento.

Ao longo do encontro, que segue até o dia 31, haverá diariamente 12 salas com 3 sessões de comunicação cada. Durante as sessões os autores estarão apresentando e discutindo suas experiências, seja no espaço da escola, seja enquanto pesquisadores com estudos voltados para Educação Infantil.

“Nesses dois anos de governo Temer a gente vem sofrendo golpes terríveis, todos os direitos conquistados para a Educação Infantil estão sendo cerceados, retirados sem a menor preocupação com esses sujeitos que são as crianças. Então o evento tem como principal meta, discutir o que fazer, a partir de então, diante desse cenário de retirada de direitos. Como que a escola, como que a universidade, como que o NEI, que está dentro de uma universidade e é a escola propriamente dita, pode fomentar a discussão de um respeito e atendimento a essas crianças do Brasil inteiro”, disse Edna Silva.

Isaura Brandão, professora do NEI e diretora do ADURN-Sindicato, participa do evento como representante do PROIFES-Federação, e fez um paralelo entre o tema do XVIII ENEI e as pautas de luta da Entidade. “Enquanto PROIFES, nós estamos mais uma vez encampando, diante dessa conjuntura, atividades, encontros e debates, para que o Plano Nacional de Educação e o Fundeb, se transformem em uma política pública voltada para a educação, pois com a Emenda Constitucional 95, o Fundeb precisa se tornar uma lei e enquanto ele não se torna, nós vamos ficando cada vez mais fragilizados”, afirmou Isaura.

Durante a mesa de abertura, o presidente do ADURN-Sindicato, Wellington Duarte, destacou que nesta segunda-feira inicia-se uma marcha para defender em primeiro lugar a qualidade do ensino no Brasil e a preservação da figura de Paulo Freire. “Esse encontro é bianual e dada as condições das quais o Brasil saiu das urnas ontem, no próximo encontro eu espero que Paulo Freire ainda seja uma referência para vocês”, disse o dirigente.

Em sua fala, Duarte ainda ressaltou o papel dos professores na defesa da civilização, da pluralidade de opinião, e da possibilidade de construir a cidadania. “Este é o grande lance que está colocado aqui para nós, a construção da cidadania, o que nós queremos daqui por diante”, afirmou.

Para a reitora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Ângela Paiva, o momento é de quebrar paradigmas. “A cada dia paradigmas são postos em cheque e estamos em cheque”.

“Enquanto se registra uma expectativa dominada pela incerteza, escasseiam-se recursos, e não é de hoje, para a educação em todos os níveis, na vigência plena da Emenda Constitucional 95, paradoxalmente em convivência com os desafios do Plano Nacional de Educação. Manda a responsabilidade para com o Ensino Infantil, que respeitemos e aprimoremos normas e procedimentos pedagógicos, ouvindo a voz do bom senso e o diálogo democrático e por conhecer de perto a experiência do NEI, tenho a expectativa de que teremos nesses dois dias um congresso de alto nível”, ressaltou a reitora.

A programação completa do XVIII ENEI pode ser consultada no endereço eletrônico: http://enei.ce.ufrn.br

Veja as fotos da abertura do encontro AQUI

 

Fonte: Ascom ADURN-Sindicato

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