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Em evento comemorativo, SINDIEDUTEC celebra a conquista do Registro Sindical

O SINDIEDUTEC comemorou, na noite da última sexta-feira (08), a conquista do seu Registro Sindical, oficializada em dezembro junto ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O evento contou com a participação de diretores e representantes de base de todo o Estado, lideranças de entidades políticas, além de representante do MTE.

A mesa de abertura foi composta pelo secretário geral da CUT-PR, Márcio Kieller; o presidente do SINDIEDUTEC, prof. Nilton Brandão; o superintendente do MTE no Paraná, Márcio Pessati; e o presidente do PROIFES-Federação, Eduardo Rolim de Oliveira. Todas as lideranças ressaltaram a importância da conquista, que pode fortalecer a luta dos servidores e servidoras que compõem a base sindical.

Falas da mesa

Márcio Pessati iniciou sua fala relembrando a emboscada ocorrida nesta semana em Quedas do Iguaçu, na qual dois trabalhadores rurais sem terra foram assassinados pela polícia militar, e lamentou o tratamento que o Governo do Estado concede às lutas populares. Nessa árida conjuntura, o superintendente destacou que a conquista do registro é um passo muito importante para fortalecer a resistência e a caminhada do Sindicato. “A Superintendência é um espaço de diálogo e busca consertar problemas que se desenvolvem nesse cenário difícil da política e das mobilizações populares. É obrigação do Estado respeitar o servidor público e deve haver um debate de muita transparência entre todos nós”, afirmou.

O presidente do PROIFES-Federação, por sua vez, parabenizou o SINDIEDUTEC pela conquista, que demonstra respaldo político, mas declarou ser totalmente contrário à exigência legal do documento. “O registro sindical nos coloca sob tutela do Estado enquanto nós defendemos a livre organização dos trabalhadores e trabalhadoras. O Sindicato deve ser construído por quem dele necessita e não pode ser tutelado por outras instituições. Esta visão burocrática contradiz o direito de se organizar”, concluiu.

Márcio Kieller avaliou que o atual momento político, sob o exemplo da emboscada sofrida pelos trabalhadores do MST, expressa uma permissibilidade da intolerância e do ódio de classe. Para ele, comentários que apoiam a ação da Polícia podem ser analisados em paralelo ao momento vivido em 1964, no qual não havia suspeita do golpe em curso porque a situação era bem menos explícita e radical. “Precisamos estar atentos ao momento político em que vivemos, que sinaliza para um golpe institucional e midiático sendo conduzido de forma mais sutil”, ressaltou. Kieller explica a alusão à palavra “golpe” porque não há crime tipificado cometido pela presidente Dilma que justifique o impeachment. “A situação que está em curso é um golpe de classe contra os trabalhadores e trabalhadoras. Junto a ele virão uma série de medidas reacionárias e conservadoras”, alertou.

Como elementos que corroboram com essa avaliação, Kieller citou a visão distorcida aplicada pelos meios de comunicação hegemônicos, que segregam o país entre os “vermelhos” e os “verde-e-amarelo”. “Os sindicatos do Brasil também se forjaram na luta de combate à corrupção e seguem nessa defesa, mas queremos investigações sérias e não seletivas ou parciais”, disse. Kieller aproveitou o momento para dar boas-vindas ao SINDIEDUTEC, que em assembleia ocorrida horas antes aprovou sua filiação à CUT-PR, e declarou ser de grande importância a soma das lutas que as duas organizações executam.

O professor Brandão encerrou a solenidade comemorativa com uma fala a respeito do crescimento do SINDIEDUTEC e de sua representatividade, tanto entre os servidores da base quanto na política nacional. “Agora, a conquista do registro sindical nos concede um instrumento de luta possível também no campo jurídico. O enfrentamento só tem a ganhar com mais essa vitória”, avaliou Brandão. “Tenho orgulho de ter participado deste movimento desde o início, ainda na fundação do SINDIEDUTEC, junto a pessoas que acreditaram no potencial de luta que havia entre os servidores e servidoras da Educação Básica, Técnica e Tecnológica do Paraná”, concluiu.

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Agência Proifes

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