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Diretor do PROIFES aborda o fluxo de recursos públicos para a educação superior privada

Gil Vicente Reis de Figueiredo, diretor de Relações Internacionais do PROIFES-Federação, abordou o fluxo de recursos públicos para a educação superior privada em palestra no Instituto Latino-Americano de Estudos Avançados (ILEA), na tarde da última terça-feira (17/11). O encontro fez parte do ciclo “Universidade do Futuro”, uma parceria entre ILEA e ADUFRGS-Sindical. Compuseram a mesa do evento, além do painelista, a presidente do Sindicato, Maria Luiza Ambros Von Holleben e o diretor do ILEA, José Vicente Tavares dos Santos, que posteriormente foi substituído pelo 1º vice-presidente do Sindicato, Lúcio Olímpio de Carvalho Vieira.

O PROIFES-Federação e a ADUFRGS-Sindical, além da luta pelos direitos dos professores das instituições federais de ensino, também estão envolvidos no debate sobre os rumos da educação como um todo no País. Gil Vicente, como representante do PROIFES, participou ativamente da elaboração do Plano Nacional de Educação (PNE) e em nível estadual; e os professores Lúcio Vieira (titular) e Paulo Mors (suplente), ambos diretores da ADUFRGS-Sindical, participam do Fórum Estadual de Educação.

Gil Vicente iniciou a palestra afirmando que o PROIFES tem uma característica importante que caracteriza o novo movimento sindical, que é se importar com o que ocorre de errado, além dos seus interesses. “Nós temos questões corporativas evidentemente, temos que responder às demandas da corporação. Mas nós temos que pensar muito além disso, temos que pensar em um todo. É preciso pensar a educação em todos os níveis, não apenas no superior. Porque a criança que hoje está na creche, daqui a 20 anos pode estar prestando vestibular para entrar na universidade”, ressaltou.

O diretor de Relações Internacionais do PROIFES fez uma retrospectiva da expansão da educação superior pública nas duas últimas décadas, com destaque para o aumento no número de matrículas, a partir de 2008, e a elevação na qualificação dos docentes. Em seguida, Gil Vicente apresentou o histórico dos recursos públicos para as instituições privadas, que iniciou na ditadura militar. Depois, ele mostrou uma retrospectiva dos créditos educativos existentes nos dias de hoje e a grande quantidade de verba que o governo federal disponibiliza para as universidades privadas. Os dados demonstraram que o Programa FIES se transformou, entre 2010 e 2014, numa fonte de lucro sem precedentes para o ensino superior privado, levando a lucros da ordem de 800% para os acionistas das empresas do setor educacional com capital aberto.

O palestrante encerrou sua apresentação com a conclusão de que os recursos públicos repassados ao setor da educação privada no Brasil crescem de forma exponencial, desde 2010, e as perspectivas já são de que, em 2016, cheguem a 60% do montante destinado a todas as universidades e institutos federais. Porém, o dinheiro repassado a essas instituições não possui controle e em grande parte das instituições a verba não é revertida na qualidade do ensino, pois algumas universidades privadas visam apenas o lucro obtido através dos recursos.

Fonte: Comunicação da ADUFRGS Sindical

 

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Agência Proifes

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