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Criadas universidades federais de Catalão e Jataí

A criação das universidades federais de Catalão (UFCat) e Jataí (UFJ) foi oficializada pelo Governo Federal em 20 de março, após “longa e ansiosa espera”, segundo a diretora da extinta Regional Catalão, professora Roselma Lucchese. As próximas etapas do processo dependem do cronograma e de algumas ações do Ministério da Educação (MEC): escolha da universidade tutora para guiar as novas instituições durante a estruturação administrativa e indicação de uma equipe para a reitoria pro tempore, que vai ficar à frente dos processos durante esse período de adaptação, com criação de novo estatuto e regimento, além da convocação de eleições para a primeira reitoria.

O mandato inicial do cargo pro tempore é de seis meses mas pode ser prorrogado. A universidade nova fica vinculada à universidade tutora até alcançar a independência na gestão. O tempo é indefinido, pode variar de um até cinco ou seis anos, em casos já existentes. “A partir do momento que se tem reitor, estatuto e regimento, é só o tempo para ela [a universidade] terminar de se estruturar”, explica o diretor para Assuntos Interinstitucionais do Adufg-Sindicato e professor da UFJ, Luis Contim. “Ao se sentir independente para gerir seus recursos, ela pode se desvincular da sua universidade tutora. A gente deseja que esse processo aconteça o mais rápido possível em um prazo de dois a três anos, mas isto pode se estender”, diz.

A professora Roselma relembra que a criação da Universidade Federal de Catalão (UFCat) é fruto de um movimento histórico, político e criativo, que envolveu muito esforço: primeiro a instituição era ‘campus avançado’ e foi transformada em ‘campus’, para mais recentemente ser uma Regional da Universidade Federal de Goiás (UFG).

Roselma afirma que a criação das universidades é um ganho para a comunidade acadêmica, mas se estende por toda a região. “Os impactos para essa região são importantíssimos, sobretudo sociais, financeiros e ligados à produção de conhecimento e valorização da cultura loco-regional”, disse. Ela enfatizou o êxodo de jovens para a cidade para frequentar a universidade e, assim, se tornam consumidores dos serviços regionais e contribuem com a economia local.

Mas o maior ponto positivo é a independência financeira, o orçamento direto do MEC, e não mais dependente de divisões da UFG. Isso vai garantir, além de outros aspectos, agilidade na criação de cursos de graduação e pós-graduação e fortalecimento dos existentes. “Agora as nossas decisões serão focadas no fortalecimento dos cursos existentes, que vai envolver busca de recursos e as interações com os outros órgãos públicos e privados, por meio de parcerias e convênios, sejam mais efetivas”, adiantou o atual diretor da extinta Regional Jataí, professor Alessandro Martins.

“Tendo uma reitoria centralizada na cidade, o reitor e a universidade poderão focar na questão local: não apenas nas acadêmicas, mas no diálogo com a sociedade”, explica o professor Luis Contim. O diretor do Adufg-Sindicato ressalta que grandes desafios vêm pela frente, mas lembra que com a nova distribuição orçamentária, e maior autonomia para as universidades, vão contribuir para a consolidação da UFJ e da UFCat.

“A criação das duas universidades é de suma importância para as regiões de Catalão e Jataí, principalmente porque a universidade dialoga com os setores produtivos. Isso vai potencializar a geração de empregos e de renda, colaborando significativativamente com o crescimento e o desenvolvimento das cidades”, afirma o presidente do Adufg-Sindicato, professor Flávio Alves da Silva.

A previsão é que a UFCat realize concurso para 81 cargos efetivos de servidores técnico-administrativos, além de ser autorizada a criar 40 cargos de direção, 225 funções gratificadas e cinco funções comissionadas de coordenação de curso. Já em Jataí serão 67 novos cargos efetivos de técnico-administrativos, 40 de direção, 222 funções gratificadas e duas funções comissionadas.

Atuação sindical

Desde 2012 o Adufg-Sindicato possui registro sindical e reconhecimento na Justiça do Trabalho sobre a sua atuação em todo o território goiano para representar os docentes das universidades federais. Atualmente, o sindicato possui subsedes nas duas cidades e planeja a ampliação dos espaços já existentes. Para atender às novas universidades, a diretoria estuda alterações no estatuto para ampliar a autonomia da atuação sindical nas cidades.

“É muito importante que o Adufg seja incisivo nas atuações sindicais nas novas universidades, principalmente estando mais próximo dos filiados, aumentando a sua ação de apoio principalmente na prestação de serviço”, explica Contim. Ele ainda afirma que levar para as subsedes atendimentos que atualmente são restritos à capital, como o do Espaço Saúde, é um dos passos importantes.

“O Adufg-Sindicato, hoje, não é mais apenas um sindicato. São oferecidas atividades de associação, que fogem do caráter estritamente político, nós vamos além disso. Isso é algo que os professores procuram muito, eles querem benefícios que compensem a colaboração financeira”, completa o presidente do Adufg-Sindicato, professor Flávio Alves da Silva. Ele ainda salienta a disponibilidade do sindicato para auxiliar à UFJ e a UFCat durante o processo de adaptação e mudanças que vem pela frente.

Fonte: Adufg-Sindicato

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Agência Proifes

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