Acolher propostas identitárias é nossa tarefa, se queremos que os direitos humanos sejam respeitados dentro do espaço de luta e de trabalho, defende texto introdutório.

Na noite de quarta (13), foi realizado o debate em torno do tema: “Educação, Direitos Humanos e diversidade: o papel da federação nessa luta“. A coordenação da mesa e mediação do debate foi realizada por Rosangela Oliveira, presidenta do SINDIEDUTEC e integrante do GT Direitos Humanos, e Raquel Neri, representante da APUB – Sindicato, que substituiu o professor Oswaldo Negrão, que também integra o GT-DH, mas não pôde estar presente em decorrência da contaminação por Covid-19.

De acordo com os representantes do GT-DH, diante das últimas perdas humanas e de direitos que ultimamente foram vivenciadas, é possível perceber o quanto é prejudicial viver em um país sem projeto de desenvolvimento econômico, social e
educacional democraticamente instaurado. Diante do despeito em relação à CF 88, se agravam os contextos colocados com “identitários” – que falam sobre gênero, raça e sexualidade de maneira insterseccionada à questão de classe.

Oliveira frisou que o PROIFES é comprometido com a própria proposta de assumir como dever a inclusão igualitária de gênero, sexualidade e raça na luta sindical, tanto quanto defender o SUS e os outros direitos constitucionais. Por isso a proposta que partiu da federação foi a de que os sindicatos federados estimulem e fomentem a criação de GTs DH locais e também que contribuam e participem das atividades relacionadas nos âmbitos locais e nacionais. “É importante que apontemos o respeito às diversidades dentro da escola e dentre os docentes. Além da proposta dentro desse eixo, sai também a indicação de leitura e uso do caderno Brasil de Todas as Cores que essa diretoria pede para vocês acessarem e está disponível em PDF online. É um instrumento de educação para escola e para formação política para os colegas de grande importância, por apontar acessibilidade e possibilidade de respeito aos gêneros e diversidades de sexualidades“, destacou.

Luiz Glock, ao apresentar seu texto “Diversidade em Populações humanas, fundamento basilar da democracia“, colocou que a diversidade biológica da raça humana é o que garante a sobrevivência e a adaptação do ser humano à ampla diversidade do meio ambiente e que, portanto, é necessário garantir a inclusão de estudantes com necessidades de qualquer natureza. “A diversidade entre seres da mesma espécie é essencial para que os organismos possam se adaptar e formam condições especiais para compor uma sociedade ampla. É preciso educar as novas gerações para entender a natureza da nossa espécie“, evidenciou.

Fernanda Castelano, presidenta da ADUFSCAR – Sindicato, apresentou o texto de autoria da delegação de São Carlos. “Direitos para quem e para que“. De acordo com ela, é preciso que se crie uma visão e uma garantia não tutelar dos direitos e defendê-los por meios institucionais, pois o Estado se usa de uma estrutura fascista. “Os dados de violência contra populações minorizadas nos mostram isso. É por meio da legislação que conseguimos lutar para garantir direitos das populações massacradas e institucionalizar a sua defesa“, colocou.

Sobre o texto “A Constituição Federal: Certidão Laica brasileira da educação, dos direitos humanos e da diversidade“, a professora Maria Elizabeth da Silva, que integra a delegação da APUB – Sindicato, ressaltou a importância de se reforçar o meio escolar como um espaço público de defesa da Constituição. “A escola institui uma outra lida, constrói suas práticas a partir de uma visão e tem seus próprios valores sociais, por isso é importante quase promova a discussão da Constituição em todos os espaços e que os estudantes consigam participar de maneira ativa.“, completou.

O conteúdo de autoria de Adriana de Oliveira Delgado da Silva, “Um olhar para aqueles que cuidam e que devem ser cuidados“, foi votado para ser discutido no Eixo IV: “Valorização dos profissionais da educação: formação, carreira, remuneração e condições de trabalho e saúde: o papel da Federação nessa luta“, que acontece às 9h da quinta (14), último dia do evento.

Todas as propostas foram votadas pelos delegados presentes e serão avaliadas, posteriormente, pelo Conselho Deliberativo do PROIFES-Federação para então compor a agenda de lutas da entidade.

 

 

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