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Conselho de representantes do ADUFG debate campanha contra assédio e corte de gastos nas universidades

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Conselho de representantes do ADUFG debate campanha contra assédio e corte de gastos nas universidades

Os membros do Conselho de Representantes se reuniram nesta quarta-feira, 5, na sede do ADUFG-Sindicato para discutir pautas e propostas relativas ao exercício docente. Dentre os temas abordados com mais ênfase estão a campanha contra o assédio moral e sexual na universidade e o corte de gastos destinados às instituições públicas de ensino.

As pautas da reunião foram: campanha da UFG contra o Assédio Sexual e Moral; campanhas nas universidades (UFG, UFCAT e UFJ) pela revogação da Emenda Constitucional 95; alteração do Estatuto do ADUFGg-Sindicato e realização de um evento a nível nacional em defesa da Universidade Pública, Gratuita e de Qualidade e pela volta do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

O presidente do ADUFG-Sindicato, Flávio Silva, reforçou a importância do Conselho de Representantes nas discussões apresentadas pelo sindicato. “A ideia do conselho de representantes é fazer com que as informações cheguem a cada unidade acadêmica”, disse.

Campanhas contra assédio                             

Uma das pautas abordadas de maneira mais enfática foi a Campanha contra o assédio sexual na universidade, que conta com apoio do ADUFG-Sindicato, intitulada “#NãoÉNão! Entendeu? Assédio Sexual é Crime” lançada no dia 14 de março. Flávio destacou o crescimento do número de casos e apresentou dados quantitativos da própria UFG.

O quantitativo levantado pela Coordenação de Processos Administrativos (CDPA) revela que 50% das denúncias de assédio sexual na UFG são arquivados. A proposta do sindicato é a criação de comissões em cada unidade acadêmica para dar suporte às vítimas.

A professora da Faculdade de Letras, Tânia Ferreira Rezende, pontuou a necessidade de ações educativas que integrem a campanha. “Se a campanha é de estampagem e não é de educação eu fico preocupada. A campanha informativa é fundamental, pode ser por meio de vídeos e fazer rodas de conversas, que é uma metodologia muito produtiva”, disse.

Flávio propôs então que as rodas de conversas sejam implementadas nas unidades acadêmicas e colocou ao dispor dos conselheiros, o departamento jurídico do sindicato para debater a questão do assédio do ponto de vista dos direitos.  Para Tânia, tal estratégia é válida no intuito de que as denúncias sejam bem estruturadas e cheguem à Ouvidoria da UFG em condições de serem investigadas.

O professor Serigne Ababacar, da Universidade Federal de Catalão, expôs também a realidade do assédio moral e de professores que já se desligaram da universidade após serem vítimas desta prática. Como pontuou o docente, 90% dos casos não são denunciados.

Flávio mostrou para os representantes os números do CDPA sobre assédio moral que refletem a baixa quantidade de denúncias. O diretor do Adufg-Sindicato informou que uma outra campanha vai questionar este tipo de assédio na universidade.

Corte de gastos

Outro tópico levantado na reunião foi a necessidade de mobilização dos docentes e demais servidores sobre a Emenda Constitucional 95, que visa congelar os gastos com educação e saúde por 20 anos. Além disso, discutiu-se o corte dos investimentos em ciência e tecnologia e como isso afeta a pesquisa no Brasil.

“Temos materiais que estamos fazendo para distribuir e uma campanha para revogar a Emenda 95. Se não revogar o que vai acontecer é a morte da universidade pública”, disse Flávio sobre a campanha que vai ser lançada pelo sindicato.

A campanha deve englobar a UFG, a UFCAT e a UFG. Além disso, o sindicato deve participar de campanhas a nível nacional em defesa da Universidade Pública Gratuita e de Qualidade.

Estatuto

Na reunião, Flávio adiantou também um tema que será discutido posteriormente em assembleia específica, a alteração do estatuto do Adufg-Sindicato. A principal proposta é que as eleições sejam realizadas eletronicamente e que haja uma alteração nos cargos para garantir representantes das novas universidades em cargos de vice-presidência.

Fonte: Ascom ADUFG-Sindicato

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