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Conferência Nacional Popular de Educação é lançada no RS

Professores da rede de escolas estaduais, UERGS, Institutos Federais e UFRGS participaram no dia 17 do lançamento da Conferência Estadual Popular de Educação e do Fórum Popular de Educação. O evento ocorreu na Assembleia Legislativa e faz parte da Conferência Nacional Popular de Educação (CONAPE). Com o auditório Dante Barone lotado falaram reitores, diretores, sindicalistas, estudantes e parlamentares.

O Diretor de Relações Sindicais da ADUFRGS-Sindical, Eduardo Rolim, compôs a mesa de debatedores representando o PROIFES-Federação. O vice-presidente do sindicato, Lúcio Vieira, também esteve presente. Rolim lembrou a conquista do movimento docente de 2014, quando 10% do PIB foi destinado à educação aprovados pelo PNE como meta a ser alcançada até o final da execução do plano, ele pontua que hoje esta vitória é afetada pela Emenda Constitucional 95 que congela os gastos públicos por 20 anos. “Temos dois propósitos bem definidos: O primeiro, de denúncia e resistência e o segundo de que este Fórum Nacional Popular de Educação consiga recuperar todas as conquistas que estão sendo retiradas. É preciso resistir e mobilizar a população pra reverter o quadro que temos hoje”.

O representante do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) e reitor do IF-RS, Osvaldo Casares Pinto, alertou que com a Emenda Constitucional 95, fica inviável que sejam cumpridas as metas do PNE. “É necessário que este governo entenda que educação é um investimento e não um gasto”. A vice-reitora da UFRGS e representante da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) lembrou que desde o dia 30 de setembro as universidades federais estão sem dinheiro e vêm acumulando dívidas. Disse ainda, “Já cortamos a gordura, já cortamos a carne e agora chegamos aos ossos. Mas nossos ossos são fortes e vamos resistir”. Adércia Hostin, da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (CONTEE), relembrou a Reforma do Ensino Médio e o projeto Escola Sem Partido como medidas que ameaçam a educação pública. Assim como a recém-aprovada Reforma Trabalhista e a privatização velada dos órgãos públicos.

A principal bandeira levantada pela professora da FACED-UFRGS e membro do Conselho Estadual de Educação RS, Jaqueline Moll, foi de que: “A escola não salva, não determina, mas ajuda a formatar o país”. Ela encerrou os debates fazendo uma análise da educação no país desde 1932 até os dias de hoje. Jaqueline citou grandes nomes da educação como Paulo Freire, Darcy Ribeiro e Ernani Maria Fiori.

A Conferência é uma forma de reafirmar coletivamente a importância da democracia participativa no âmbito da Educação Brasileira e estadual. Também estiveram presentes no lançamento: Rosane Zan, do CPERS-Sindicato, Domingos Buffon, do Conselho Estadual de Educação, Celso Stefanoski, do Sinpro-RS, Felipe Eich, da UEE Livre, Valdete Souto Severo, Juíza do Trabalho – Tribunal Regional da Quarta Região, entre outras representações.

Fonte: ADUFRGS-Sindical

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Agência Proifes

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