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Comunidade universitária abraça prédio da reitoria da UFRGS pedindo a volta do MCTI

Font: Adufrgs

 

Centenas de professores, técnico-administrativos e estudantes da UFRGS, da UFCSPA e do IFRS/Porto Alegre promoveram, ao meio-dia desta terça-feira (07/06), um “abraço” ao prédio da Reitoria, em protesto contra o fim do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), anexado ao Ministério das Comunicações pelo governo interino de Michel Temer.

Sob as palavras de ordem “Volta MCTI”, “Fica MCTI”, “Vem, vem, vem, pra rua vem. Pela ciência! e “O País não tem futuro sem ciência e inovação”, manifestantes se reuniram em frente ao prédio da Reitoria da UFRGS, na Avenida Paulo Gama e, de mãos dadas deram a volta em toda a quadra onde ficam a Reitoria, a Faculdade de Educação, a Faculdade de Arquitetura e o Museu da UFRGS.

O ato foi organizado pela parceria do Sindicato Intermunicipal dos Professores de IFES do RS (ADUFRGS-Sindical), que representa os professores desta Universidade, com Márcia Barbosa, diretora do Instituto de Física da UFRGS. Estavam presentes diretores da ADUFRGS-Sindical e outras agremiações; candidatos à Reitoria da UFRGS; e professores de várias unidades, do Hospital de Clínicas, do Campus Saúde e do Campus do Vale.

Segundo Márcia Barbosa, o Movimento Volta MCTI ou Fica MCTI surgiu de forma espontânea entre pesquisadores de várias partes do País. “Começamos a nos juntar, cada um com sua contribuição. Já tivemos eventos na UFRJ, na UFMG, na UFBA, na UnB. E agora a UFRGS está mostrando o que é ser UFRGS. Ser UFRGS é num dia frio como esse, estar na rua para juntos e juntas dizermos que Ciência e Tecnologia é muito importante pra gente atravessar essa crise. E acima de tudo, não vamos aceitar a destruição da estrutura que levou tantos anos para ser construída. Essa luta só acaba quando a gente tiver de volta o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação”, ressalta a pesquisadora. Márcia avalia que o ato foi um sucesso, não apenas pelo número de pessoas, mas por ter reunido pesquisadores das mais variadas vertentes políticas e ideológicas em prol de uma causa comum: a defesa da ciência e tecnologia.

Maria Luiza Ambros von Holleben, presidente da ADUFRGS-Sindical, destacou a grande participação dos professores na manifestação. “Esta é a resposta de nossos professores e pesquisadores à extinção do MCTI. Foi uma manifestação muito bonita, em que ficou claro que os professores estão preocupados com o futuro da educação, da ciência e tecnologia do País. Este abraço à UFRGS simboliza um abraço ao berço da ciência do Rio Grande do Sul, uma vez que a maioria dos professores das Instituições que o Sindicato representa (UFRGS, UFCSPA, IFRS e IFSul) fizeram a sua formação na UFRGS”, ressalta.

Para o professor do Instituto de Física e diretor da ADUFRGS-Sindical, Paulo Machado Mors, o Movimento é uma reação necessária diante da “provocação” de terem colocado o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação em uma escrivaninha, em um canto de corredor do Ministério das Comunicações. “Precisamos reagir contra isso e recuperar a dignidade do fazer ciência e tecnologia no País, porque senão vamos continuar sendo quarto mundo”, avalia.

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Agência Proifes

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