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Com presença do ministro, reunião da Comissão de Educação na Câmara acaba em discussão com estudantes

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Com presença do ministro, reunião da Comissão de Educação na Câmara acaba em discussão com estudantes

Abraham Weintraub respondeu perguntas dos deputados, mas não esclareceu até quando irão os cortes da Educação Superior.

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, esteve na Comissão de Educação da Câmara de Deputados nesta quarta-feira, 22 de maio, para apresentar as razões pelas quais o governo federal decidiu fazer cortes no orçamento dos Institutos e Universidades Federais e da Educação Básica. A reunião terminou em bate-boca entre deputados e representantes da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES).

A confusão teve início quando a presidente da UNE, Marianna Dias e o presidente da UBES, Pedro Gorki, se dirigiram à mesa para falar ao microfone. A palavra dos estudantes, segundo eles, havia sido garantida pelo presidente da Comissão, deputado Pedro Cunha Lima (PSDB-PB), e pela deputada Professora Marcivania (PCdoB-AP), que presidia a reunião no momento. Entretanto, deputados que não poderiam falar por conta do tempo que estava se encerrando (foram 4 horas de reunião) protestaram e não permitiram que os estudantes se pronunciassem.

“A gente está aqui porque é a casa do povo. Esse seria o primeiro contato do ministro com os movimentos sociais e a sociedade civil. Mas em nenhum momento ele fez questão de ouvir os estudantes”, esclareceu Marianna após a confusão em vídeo que circula nas redes sociais. “A única coisa que a gente quer é estudar. Se o ministro não estabelece a educação como uma pauta prioritária para este governo, nós temos que protestar, nós temos que nos indignar. É por isso que estamos aqui hoje e se o ministro não quis nos ouvir hoje, que ouça a nossa voz nas ruas no dia 30”, completou, convidando a população para a manifestação em defesa da educação pública marcada para a data.

Diretrizes

Antes da discussão com os estudantes, o ministro apresentou dados da Educação no País e as diretrizes da sua gestão. Consideradas vagas por diversos deputados, as diretrizes falam em “gestão técnica orientada à entrega de resultados”, “construção de um sistema de educação nacional orientado para o mérito e pelo mérito” e “disciplina, ordem e respeito em todos os espaços da educação, público e privados”, entre outras.

Os deputados e deputadas se revezaram em perguntas a Weintraub, que insistiu em se referir aos cortes de recursos como “contingenciamento”, justificando que este será interrompido caso os valores recebidos pelo Ministério Público em acordo com a Petrobras decorrente da Operação Lava-Jato seja repassado para a Educação. O presidente Jair Bolsonaro afirmou que destinaria os valores para a pasta em live no Facebook.

A reunião foi tumultuada em diversos momentos. Um dos atritos do ministro com os parlamentares surgiu na interação com a deputada Tábata Amaral (PDT-SP). Ao responder a uma pergunta sobre o planejamento estratégico da pasta, Weintraub disse que publicaria no Twitter prints dos e-mails trocados com a equipe do gabinete da deputada paulista no quais a convidava para reuniões e eventos no MEC. Tábata declarou que entrará com um processo contra o ministro por “danos morais por distribuir a uma comissão pública prints com o meu número pessoal e da minha equipe. […] Isso é um constrangimento. Isso não é atitude de um ministro”, destacou.

Margarida Salomão (PT-MG) pediu atenção ao ministro e lembrou que as ações do Ministério deveriam se guiar pelo Plano Nacional de Educação, mas que este está inviabilizado pela Emenda Constitucional 95, que congelou os recursos por 20 anos.

O deputado gaúcho Elvino Bohn Gass (PT-RS) destacou que o governo condicionou a restituição da integralidade do repasse às universidades e institutos federais à aprovação da reforma da Previdência. “Todos os índices dizem que a economia não vai crescer. Então de onde vai sair o dinheiro? Dizer que só vai ter se aprovar a reforma da Previdência é chantagem”, questionou, sem resposta.

Fonte: Portal Adverso

 

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