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Com apoio do ADUFG, professores do ICB fazem manifestação e cobram da reitoria melhores condições de trabalho

Os professores do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) fizeram um protesto na manhã desta quinta-feira, 22, no Campus Samambaia da Universidade Federal de Goiás (UFG). Os docentes, com o apoio do Adufg-Sindicato, cobram isonomia no pagamento do adicional de insalubridade, melhores condições de trabalho e melhor segurança e conservação dos laboratórios.

Participaram da manifestação o presidente do Adufg-Sindicato, Flávio Alves, o vice-presidente e ex-diretor do ICB, Walmirton Tadeu, e o diretor para Assuntos Interinstitucionais Luís Contim. O ato contou com a participação de professores do ICB e de alunos de diversos cursos das Ciências Biológicas, como Biologia, Odontologia e Medicina.

“Fiquei sabendo da manifestação pelos professores que comentaram com a gente o que está acontecendo dentro da UFG e acho que eles têm direito a trabalhar com segurança, a ter seus direitos atendidos, e que estão aqui dentro da sala de aula, trazendo excelência para essa universidade”, declarou o aluno do 1º período do curso de Ecologia, Patrick Menezes.

“Eu vivenciei no primeiro período as condições do laboratório de anatomia que são realmente bem precárias, não tem um sistema de ventilação eficiente, a gente fica muito exposto a muitos tipos de contaminantes. Usar a luva e o jaleco não é o suficiente para proteger de todos os perigos a que estamos expostos”, disse a estudante Gabriela Peres, do 3º período de Biologia. “A situação do ICB está calamitosa. Os professores não conseguem dar aula e os alunos não têm as condições necessárias para aprender”, destacou o aluno Daniel Bispo, do 1º período do curso de Medicina.

“Essa luta que está acontecendo agora não é apenas por conta destes percentuais desiguais, e sim porque precisamos de locais de trabalho mais salubres para que nossos estudantes e professores possam ter condições de saúde no presente e no futuro”, declarou a professora Daniela de Melo e Silva, do ICB há 8 anos. Ela também chamou atenção para a pauta da isonomia: “Desde que eu estou aqui na UFG as condições de trabalho nos laboratórios são péssimas. Não temos as mínimas condições de salubridade. Desde que entrei eu recebo um adicional reduzido de insalubridade – de 10% – apesar de colegas que dividem o mesmo espaço de trabalho que recebem 20%. Isso não é justo”.

“A UFG precisa se atentar ao cuidado da saúde dos seus trabalhadores”, declarou o professor Flávio Alves, presidente do Adufg-Sindicato, “A Pró-Reitoria de Pessoas tem que realmente cuidar das pessoas”. Os membros da diretoria e representantes dos professores do ICB e alunos do DCE entregaram uma carta com demandas e participaram de uma reunião com membros da reitoria da UFG.

A reunião foi encabeçada pela professora Flávia de Oliveira, pró-reitora de graduação, na ausência do reitor Edward Madureira que estava em um compromisso da Andifes, e da vice-reitora, Sandramara Matias, que está na regional Jataí. Segundo a professora Flávia, as demandas serão levadas em consideração e o professor Edward deve agendar uma visita aos laboratórios do ICB nas próximas semanas. Dentre os encaminhamentos, foi solicitado a construção conjunta de agenda propositiva entre docentes, técnicos, alunos, reitoria e sindicatos para ações de curto, médio e longo prazo que solucione a insalubridade e as condições de trabalho.

Fonte: Assessoria de Comunicação ADUFG-Sindicato

 

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