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Ciclo de Debates critica reforma administrativa e pontua os desafios do País

O Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (Adufg-Sindicato) promoveu nesta quinta-feira (18/02) discussão sobre os desafios do Estado Social Brasileiro e os riscos da reforma administrativa. Em formato de live, o programa Ciclo de Debates contou com a participação do professor do Instituto de Estudos Socioambientais (IESA) e coordenador do Observatório do Conhecimento do Estado Social Brasileiro, Tadeu Alencar Arrais. O programa foi mediado pelo diretor administrativo do Sindicato, João Batista de Deus, que também é docente do IESA.

Durante o debate, Arrais disse que a crise atual antecede o bolsonarismo. De acordo com ele, o desmonte foi preparado bem antes e foi coroado pela Emenda Constitucional 95. O docente salientou, ainda, que estas reformas estruturais não apenas põem em risco o serviço público, como comprometem a qualidade de vida dos cidadãos e mesmo a República. “Nossa Constituição tem pouco mais de 30 anos. A gente pensa que a democracia é algo dado, e não é verdade”, disse.

Outro ponto abordado por Arrais é que o teto de gastos rompe com todas as políticas de universalização dos serviços públicos propostos pela Constituição. “Uma Constituição cede lugar a uma EC que diz o seguinte: o Estado para aqui, os recursos são congelados por 20 anos, e o Estado só gasta com o pagamento de dívidas”, reflete. “Para o Brasil, que está iniciando a democratização, é perigoso”, completou o coordenador do Observatório. O segundo impacto é que a EC abre espaço para culpar o serviço público pelos gastos do Estado com o objetivo de destruí-lo, garante Arrais.

Com a reforma administrativa, o professor avaliou que o governo ameaça o funcionário público e ao mesmo tempo criminaliza a educação. “Com a reforma da previdência, se sacrificou o futuro. Com a reforma administrativa, se sacrifica o presente”, pontua.

Por fim, o docente chamou atenção para o trabalho que o Observatório e o Adufg vêm realizando para frear o desmonte do Estado e dos serviços públicos. “Nós estamos em um momento que não basta produzir informação e ciência. A gente tem que chegar no cidadão comum”, afirmou.

Fonte: Ascom ADUFG-Sindicato

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Agência Proifes

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