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Ciclo de Debates Adufg discute a presença feminina na política

O Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (Adufg-Sindicato) promoveu nesta quinta-feira (25/02), como parte do programa Ciclo de Debates Adufg, uma discussão sobre a conquista do voto feminino no Brasil, assegurado pelo Código Eleitoral Brasileiro no dia 24 de fevereiro de 1932, e a presença da mulher na política. O programa teve a participação de Tatiana Lemos, secretária de Políticas para Mulheres de Goiânia; Aava Santiago, vereadora por Goiânia e Lúcia Rincón, professora da PUC, diretora do Centro Popular da Mulher de Goiás (CPM/GO), e uma das fundadoras da União Brasileira de Mulheres. A diretora de Assuntos Educacionais, de Carreira e do Magistério Superior do Adufg-Sindicato, professora Geovana Reis, foi a mediadora.

A vereadora Aava Santiago comentou que as estruturas da sociedade mantêm as mulheres sempre cansadas e isoladas. “Enquanto precisamos pensar na rota mais segura de pegar um ônibus, de chegar em casa sem sofrer uma violência, os homens estão voando”, critica, “Esse cansaço nos mantém afastadas do poder. Fomos apartadas de todas as formas de poder: político, econômico e sobre o próprio corpo”.

As convidadas concordaram que a emancipação feminina caminha de mãos dadas com mulheres apoiando mulheres. “O empoderamento envolve tomar o poder de volta, mas só podemos tomar o poder de volta se dermos condições umas às outras para isso”, disse Aava, “qualquer coisa que foge do silêncio é tudo como loucura. Não é apenas um processo de silenciamento, mas de roubar a nossa humanidade”, completou.

“Essa sociedade tem um suporte de classe, de opressão e de exploração de gênero e de raça. Se a gente mexer nisso, pela luta da mulher, ela vai revolucionar todas estas estruturas básicas da sociedade. A primeira Constituição do Brasil não confere à mulher sequer cidadania”, comentou a professora Lúcia. A docente destacou, por exemplo, que a maioria das mulheres na política possui curso superior, ou seja, vindas de uma fatia estreita da população feminina geral no país.

Tatiana Lemos salientou que Goiânia e Goiás ainda são uma cidade e um Estado muito machistas, e que as mulheres ainda são uma minoria tímida dentro das esferas de poder e dentro dos próprios partidos. “Para emanciparmos realmente as nossas mulheres precisamos começar desde a educação fundamental, desde os contos que contamos para as nossas crianças, precisamos ensinar Lei Maria da Penha nas escolas infantis”, defendeu, “precisamos educar nosso povo, nossas mulheres e nossa crianças desde cedo que é o que vai permitir a emancipação de fato”.

“Em Goiânia, nosso movimento é forte”, concluiu a professora Geovana Reis, “o papel de vanguarda das goianas nos movimentos feministas têm me parecido bastante aguerrido, justamente como uma forma de resistência ao coronelismo e conservadorismo muito presente ainda no nosso Estado”, finalizou a diretora do Adufg.

Fonte: Ascom ADUFG-Sindicato

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