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Ciclo de Debates Adufg analisou desafios da mobilidade urbana durante a pandemia

“Mobilidade urbana é muito mais do que transporte”, afirmou professora do curso de Arquitetura e Urbanismo e coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Projeto e Cidade da Universidade Federal de Goiás (UFG), Erika Cristine Kneib, nesta quinta-feira (11/03), no Ciclo de Debates Adufg. “Os sistemas de transportes podem resolver metade das questões, mas a outra metade é solucionada na configuração espacial do território”, completou.

Na ocasião, Erika ressaltou que os problemas de mobilidade urbana se agravaram desde o início da pandemia do coronavírus (Covid-19). “Há uma completa desarticulação do poder público na tentativa de encontrar soluções. É necessário realizar uma força-tarefa para elaborar medidas viáveis em curto prazo”, disse. Ele lembrou, ainda, alternativas, como ciclovias e corredores de ônibus. “É algo relativamente simples, mas que passa por vontade política e coragem”.

Para o jornalista e membro da Associação Nacional de Transportes Públicos, Antenor Pinheiro, que também participou do debate, explicou que as desigualdades de ocupação do território refletem nos problemas. “A mobilidade é permanentemente uma rede em crise porque as cidades brasileiras possuem uma configuração de desigualdade social em cada ideia que surge. Os problemas se acumulam e nosso desafio é encontrar alternativas para saná-los”, refletiu.

Antenor também lembrou que, em Goiânia, mesmo diante da pandemia, onde houve redução na demanda de passageiros, ainda existem filas e aglomerações em terminais e nos próprios ônibus. Também salientou que o transporte público funciona, de fato, nas cidades que contam com subsídio, decisão e escolha da política pública de se empenhar na mudança.

O diretor administrativo do Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (Adufg-Sindicato), professor João Batista de Deus, que mediou a live, concordou com as questões levantadas por Erika e Antenor. “Uma parte da cidade precisa do transporte para circular, inclusive para ter acesso a serviços, como a saúde pública. A prefeitura pede que os ônibus circulem só com as pessoas sentadas, mas não há distanciamento. É uma situação muito difícil”, comentou.

Fonte: ADUFG-Sindicato

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Agência Proifes

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