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Ataques virtuais viram rotina e SINDIEDUTEC pede providências à Reitoria

Na última segunda-feira (7) uma aula de filosofia no campus IFPR Paranavaí sofreu um ataque virtual. Quem estava lecionando era o professor Marcelo Rosa, que registrou, na mesma data, boletim de ocorrência para registrar a agressão que ele e a turma sofreram na ocasião. “Logo, começaram a atrapalhar a aula com áudios obscenos. Quando comecei a expulsá-los do ambiente, os áudios começaram a proferir palavrões e começaram a dirigir ofensas ao professor. Além disso, conseguiram exibir imagens pornográficas em suas imagens de perfil, mesmo com o bloqueio de compartilhamento de tela. Por mais que os expulsasse, eles conseguiam retornar.”, explica o professor.

De acordo com ele, o Google, que hospeda a ferramenta Meet, utilizada pelo IFPR para as transmissões de aulas, foi acionado na tentativa de que alguma providência fosse tomada. Foram oito solicitações, todas sem sucesso. “Quando percebi que nenhuma ferramenta funcionava mais, pedi para que todos os alunos saíssem da sala virtual para não presenciarem mais aquela barbárie. Alguns alunos não saíam e acredito que foi porque estavam atônitos. Tive que começar a retirar os meus alunos da sala para que não presenciassem aquilo. No final, só fiquei eu e os agressores na sala. Quando eles perceberam que não tinha mais graça nenhuma, foram embora.”, relata Rosa.

O SINDIEDUTEC encaminhou à reitoria um ofício pedindo providências e questionando sobre quais medidas preventivas e punitivas com relação a esses ataques estão sendo tomadas pelo IFPR. Acesse o documento aqui.

Situação recorrente

Não se trata de um caso isolado dentro da instituição. No início da pandemia um evento extensionista do campus IFPR Paranaguá foi vítima de um ataque bastante parecido, a não ser pelo fato de que junto com a pornografia vieram também ofensas racistas, misóginas e imagens de apologia ao nazismo. Outros campi vem relatando ataques. Segundo o professor Marcelo Rosa, Irati e Assis Chateaubriand também registraram casos semelhantes.

Além do IFPR, existem outras instituições como a UFPR e UFMG que passaram por situações como as descritas acima. Instituições de ensino particulares no interior paulista viraram notícia em agosto por também servirem de palco para as mesmas agressões.

De acordo com o informado pelo setor jurídico do SINDIEDUTEC no ofício encaminhado à reitoria, estes crimes são tipificados pelo código penal brasileiro. “Cumpre destacar que o Brasil conta com legislação, ainda que pequena, contra esses crimes, de onde destaca-se a Lei 12.737/12, a qual tipifica os delitos informáticos pela inclusão destes no Código Penal pelos seguintes dispositivos”, destaca o documento. Segundo o ofício, a invasão de dispositivo informático por si só já configura crime e oferece suporte à instituição no encaminhamento legal. Além disso, o, a legislação brasileira ainda conta com a Lei nº 13.965/14, marco civil da internet, e com a Lei nº 12.735/2012, que trata de crimes raciais no meio eletrônico.

Fonte: Ascom SINDIEDUTEC-Sindicato

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Agência Proifes

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